Por Quinton Nicuete
A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Selemane Chapo, participou esta quinta-feira na abertura da 13.ª edição da conferência internacional Merck Foundation Africa Asia Luminary 2026, que reuniu virtualmente Primeiras-Damas, especialistas de saúde, académicos, decisores políticos e profissionais da comunicação social de vários países africanos e asiáticos.
Durante a sua intervenção, Gueta Chapo destacou os benefícios da parceria entre Moçambique e a Fundação Merck, sublinhando que o país recebeu cerca de 100 bolsas de estudo na área da saúde, das quais 34 já estão a ser frequentadas por profissionais moçambicanos na Índia.
Segundo a Primeira-Dama, as formações abrangem áreas consideradas prioritárias para o fortalecimento do sistema nacional de saúde, incluindo diabetes, endocrinologia, medicina de urgência, doenças infecciosas, oncologia e radiologia.
“Estamos profundamente gratos por este apoio que nos ajuda a transformar o sector da saúde de Moçambique”, afirmou.
Gueta Chapo destacou igualmente o programa educacional destinado a raparigas vulneráveis, através do qual 40 jovens moçambicanas beneficiam actualmente de bolsas de estudo.
De acordo com a Primeira-Dama, a iniciativa está a permitir que raparigas provenientes de famílias carenciadas, incluindo órfãs e filhas de viúvas, possam prosseguir os seus estudos e construir perspectivas de futuro.
“O mais importante é concluir os estudos e garantir uma formação que lhes permita concretizar os seus sonhos”, afirmou.
A governante referiu ainda que Moçambique tem participado em programas de sensibilização comunitária desenvolvidos pela Fundação Merck, incluindo a produção de materiais educativos, filmes de animação em língua portuguesa e acções de capacitação para jornalistas na área da saúde.
Segundo Gueta Chapo, estas iniciativas procuram contribuir para o combate ao estigma associado à infertilidade, à violência baseada no género, aos casamentos prematuros e para a promoção de hábitos de vida saudáveis.
A conferência contou com a participação de Primeiras-Damas de 12 países, entre os quais Angola, Botswana, Cabo Verde, Gabão, Gâmbia, Quénia, Libéria, Maldivas, Nigéria, República Centro-Africana e São Tomé e Príncipe.
A Fundação Merck informou que já atribuiu mais de 2.600 bolsas de estudo a profissionais de saúde de 52 países, abrangendo 44 especialidades médicas, e formou mais de 4.000 profissionais da comunicação social em matérias ligadas à saúde pública e inclusão social.
A Merck Foundation é o braço filantrópico da Merck KGaA e desenvolve programas de capacitação médica, educação de raparigas e fortalecimento dos sistemas de saúde em países africanos e asiáticos. (Moz24h)

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