Politica Sociedade

Polícia rejeita acusações de perseguição a membros da ANAMOLA em Nampula

Por Quinton Nicuete

A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, rejeitou nesta quinta-feira, 09 de julho, quando questionado com jornalistas durante uma conferência de imprensa, as acusações de perseguição e detenção arbitrária de membros da Aliança Nacional para Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), afirmando que actua exclusivamente com base na lei e não em motivações político-partidárias.

A reacção surge depois de a ANAMOLA denunciar alegadas perseguições aos seus membros na província de Nampula e afirmar que o seu coordenador distrital em Moma continua detido.

Em resposta, a corporação acusou alguns actores políticos de procurarem protagonismo nas redes sociais, em vez de recorrerem aos mecanismos legais para denunciar eventuais abusos.

“A polícia rejeita essas acusações e aconselha os visados a não procurarem protagonismo nas redes sociais, mas sim a apresentarem as denúncias nas subunidades policiais ou junto dos órgãos de administração da justiça”, declarou a PRM.

Segundo a polícia, todas as denúncias recebidas seguem os procedimentos legais de investigação e, sempre que existam indícios da prática de crimes, podem ser emitidos mandados de busca, captura ou convocatórias para audição dos suspeitos.

A corporação sublinhou ainda que não detém cidadãos por pertencerem a determinado partido político.

“A polícia não trabalha para deter membros de um certo partido. Todos os indivíduos suspeitos ou envolvidos em casos criminais podem ser detidos para responder perante a justiça”, afirmou.

A PRM garantiu igualmente que continua comprometida com a protecção da integridade física dos cidadãos e apelou à população para denunciar qualquer crime através dos canais oficiais.

“A polícia actua com base na Constituição da República e nas demais leis em vigor no país”, concluiu a corporação.

As declarações surgem num contexto de tensão política, depois de a ANAMOLA denunciar alegadas perseguições aos seus quadros na província de Nampula e exigir a libertação do seu coordenador distrital de Moma. (Moz24h)

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