Solomon Mondlane
Edição Especial (15 de Agosto de 2026)
Vieram celebrar um ano de resistência. Foram recebidos com tiros.
A tarde de ontem em Quelimane, enquanto a ANAMOLA assinalava o seu primeiro aniversário como movimento político nacional, forças de segurança do estado abriram fogo contra um encontro pacífico de cidadãos. As imagens já circulam por todo o lado. Estão no Facebook, WhatsApp, TikTok e em todos os cantos das redes sociais. Sem cortes. Sem edição. Uma transmissão em direto da democracia a ser alvejada em tempo real.
O Presidente do ANAMOLA, Venâncio Mondlane, foi forçado a interromper a sua digressão. Forças de segurança estavam, segundo relatos, posicionadas e em alerta para o visar diretamente. Podemos confirmar nesta noite, de acordo com informações da nossa redação: o Presidente está bem, seguro e protegido.
Seguro. Mas caçado.
Esta é a democracia que nos foi dada.
Um homem que deverá enfrentar julgamento nos próximos meses está agora a ser caçado para morrer nas ruas. Um homem acusado de um “crime” enquanto o verdadeiro crime está a ser cometido contra ele, contra os seus apoiantes, contra cada moçambicano que ousou aparecer e dizer: queremos verdade, queremos dignidade, queremos um voto que conta.
Há um ano o ANAMOLA nasceu nas ruas a exigir verdade eleitoral. Hoje, um ano depois, a resposta do estado não é diálogo. Não é política. Não é reforma. São balas.
Nenhuma criança deve aprender debaixo de uma árvore. Nenhum jovem deve mendigar por emprego. Nenhum cidadão deve ter medo de falar. E nenhum líder deve ter de fugir das armas do estado para falar com o seu próprio povo.
Mas é aqui que estamos
A mensagem que sai de Quelimane hoje é clara: o medo não está do lado do povo. O medo está naqueles que apertaram o gatilho. Porque eles sabem o que o ANAMOLA sabe: o povo já não os quer.
À FRELIMO e aos comandantes que deram a ordem: deponham as armas. Este é o único caminho que resta. Conversem. Negociem. Que o silêncio das armas volte. Uma nação não se desenvolve enquanto estiver em guerra com os seus próprios cidadãos.
Ao nosso povo: mantenham a calma, mantenham a união, mantenham-se visíveis. Eles dispararam contra um encontro, mas não conseguem abater uma ideia. E a ideia do ANAMOLA é simples — democracia, paz e um Moçambique, onde cada voto conta e cada vida importa.
O julgamento que querem iniciar dentro de poucos meses será sobre papéis. O julgamento que acontece hoje é sobre poder. E o povo está a assistir.
ANAMOLA: Pela Democracia. Pela Paz. Pelo Povo. Revisão: AX7. (Moz24h)

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