Sociedade

REBELIÃO DOS A-CHICUNDAS DA FRELIMO: Funcionários da RM Ameaçam Despir a Farsa Eleitoral

 

Por Tiago J.B. Paqueliua

Parece que os lacaios do regime, outrora servos fiéis, resolveram ensaiar um motim… mas nem isso sabem fazer sem tropeçar nas próprias algemas. Funcionários da Rádio Moçambique (RM), braço mediático do regime desde os tempos da fita magnética, decidiram ameaçar expor os boletins eleitorais originais desde a era de Filipe Nyusi até ao presente consulado de Daniel Chapo — não por patriotismo, mas por ganância: querem promoções, salários ao nível da EDM e outras mordomias dos intocáveis do Estado.

E porque a chantagem só vale se fizer tremer, os “A-Chicundas” modernos avançam ainda mais: anunciam que, caso as suas exigências não sejam atendidas, irão paralisar a emissão a nível nacional em coordenação com a EDM. E com isso, escancararam sem querer a porta da verdade que sempre negaram ao povo: os famigerados apagões nas noites eleitorais, principalmente durante a contagem de votos, afinal sempre foram deliberados e coordenados entre os mesmos de sempre.

Não se dão conta, os pobres coitados, de que acabam de cavar a própria sepultura pública.

Que segredo vão divulgar — se o povo já sabe?
Será que são tão néscios ao ponto de pensar que ainda há algo a “revelar”?

A sua “bomba” não passa de um traque. A ameaça é um haraquiri político. O povo, farto de farsas, há muito sabe que os votos não contam, que os boletins somem, que os microfones da RM mentem, e que os vossos silêncios cúmplices alimentaram a miséria.

E quanto ao valor político da vossa pseudo-confissão — vamos lá, convenhamos: quem se irá beneficiar dela? A oposição, não naturalmente. O povo, também não. Que pequenez essa vossa?

Sim, pequenez. Não é rebelião, é birra. Não é denúncia, é desespero salarial. Vocês não acordaram para a verdade — apenas se zangaram com o dono porque este vos negou o osso. Agora querem morder com ajuda do povo que nunca foi da vossa “laia”?

Comentário Dialogal Polidisciplinar

Direito Constitucional: Se guardaram provas de crimes eleitorais e só agora pretendem divulgá-las como moeda de troca, então são cúmplices directos, não delatores. Estão a usar a verdade como chantagem, o que os torna tão criminosos quanto aqueles que sempre protegeram.

Teologia Pública:
Coitado desse pobres jornalistas que não só ocultam a verdade como também difamam os que ousaram mostrá-la.

História Social Moçambicana: Como os antigos “A-Chicundas”, eram escravos armados que protegiam o senhor, capturavam outros negros, e quando se tornavam inconvenientes, também eles eram vendidos. Vocês, jornalistas oficiais, são os “A-Chicundas” da modernidade: caçadores de verdades alheias, defensores da mentira oficial, sempre à espera de uma migalha.

Sociologia Política:
Quando a máquina de propaganda entra em colapso por falta de incentivos, a farsa cai. E é isso que está a acontecer: a pirâmide de manipulação começou a ruir pela base — pela mão dos próprios fiéis do altar da mentira.

Nota Final:
Esta “rebelião” é como o soluço de um cadáver. A verdade não precisa de vossa permissão para vir ao de cima. Já veio. Tarde demais para salvarem a vossa honra — e cedo demais para salvarem os vossos empregos.

E que se saiba: quem lambe a bota do opressor não se torna aliado, mas “tapete” — e, tal como qualquer tapete velho, será um dia lançado ao lixo.

Oxalá alguns entre vós não sejam, ao fim de tudo, transformados em “petiscos de vermes…”

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