Vencedora do “Miss Instagram 2025” não recebeu a viatura prometida como prémio
A jovem Suema Abdul Rachide, residente na província de Cabo Delgado, em contacto com o Moz24h denunciou não ter recebido o prémio correspondente ao primeiro lugar do concurso “Miss Instagram 2025”, apesar de ter sido oficialmente anunciada como vencedora pela organização do evento.

Segundo relata, o concurso teve início em agosto de 2025 e baseava-se na apresentação semanal de trajes pelas participantes, acompanhada de um sistema de votação paga. Cada voto custava 15 meticais, sendo que o regulamento previa como prémio principal uma viatura da marca Mazda Demio 2 para a vencedora. O segundo e terceiro lugares receberiam, respetivamente, 50 mil meticais e 25 mil meticais.
O anúncio público dos resultados estava inicialmente marcado para 25 de outubro de 2025, durante um espetáculo na cidade de Maputo. No entanto, de acordo com Suema, o evento foi cancelado devido a alegados problemas internos da organização. Dias depois, a 1 de novembro, os resultados foram divulgados apenas no grupo oficial de WhatsApp do concurso, onde a jovem foi declarada vencedora do primeiro lugar. Na mesma comunicação, o organizador teria orientado as participantes a não publicarem a informação nas redes sociais.
Desde então, segundo a denunciante, sucederam-se vários adiamentos na entrega do prémio. No dia 19 de novembro de 2025, Suema afirma ter sido orientada a enviar uma representante ao Maputo Shopping para levantar a viatura. Contudo, no local não houve qualquer atendimento nem entrega do prémio. Uma nova data foi marcada para o dia 20 de novembro, mas novamente sem sucesso.
Posteriormente, a 28 de dezembro, Suema diz ter sido informada de que as candidatas classificadas em segundo e terceiro lugares já teriam recebido os respetivos prémios, restando apenas a entrega da viatura prometida à vencedora.
Em janeiro de 2026, após confirmar previamente a sua deslocação, a jovem viajou de Cabo Delgado para Maputo com a expectativa de finalmente receber o prémio. No entanto, segundo o seu relato, foi informada de que o responsável pela organização encontrava-se fora do país e que o veículo estaria no Japão, alegadamente em processo de tratamento de documentação, informação que, afirma, nunca foi comprovada formalmente.

Após várias chamadas efectuadas para o Guyzelh Ramos, a modelo e o jornalista Estácio Valoi contactaram um amigo que reside na cidade de Maputo para levantar a viatura. O amigo deslocou-se à residência do promotor às 17h do dia 5 de março de 2026 e efectuou uma chamada a informar que se encontrava no local, no bairro da Costa do Sol. Em resposta, o Guyzelh Ramos afirmou que não se encontrava na residência e que teria de sair para o encontro, acrescentando que aguardava que alguém trouxesse a viatura para proceder à entrega. O amigo do Estácio sugeriu que a entrega fosse feita no dia seguinte, durante a manhã, e não no período nocturno. No dia seguinte, o G uyzelh Ramos enviou algumas fotografias de uma viatura, mas, o veículo não correspondia àquele que havia sido prometido como prémio à vencedora.
Durante o processo, Suema afirma ainda ter recebido propostas alternativas de compensação em dinheiro, inicialmente no valor de 70 mil meticais e posteriormente 150 mil meticais. As propostas foram recusadas pela vencedora, que considera que não correspondem ao prémio oficialmente anunciado no concurso.
Em mensagens atribuídas ao organizador, este alegou que o concurso enfrentou problemas legais, incluindo uma multa aplicada pela Inspeção-geral da Justiça (IGJ) por alegada falta de licença. Segundo a mesma versão, os prémios dependeriam do valor arrecadado através das votações, que teria totalizado 153 mil meticais. O organizador afirma ainda que Suema teria investido cerca de 53 mil meticais em votos, propondo-lhe a devolução desse valor triplicado.
A vencedora contesta esta interpretação, sustentando que o regulamento do concurso indicava claramente como prémio do primeiro lugar uma viatura, independentemente da dinâmica de arrecadação de votos. Acrescenta que investiu recursos próprios significativos na produção de trajes, serviços de fotografia, maquilhagem e mobilização de apoiantes para votação, o que, segundo afirma, lhe causou prejuízos financeiros e danos à sua credibilidade perante as pessoas que contribuíram para a sua participação.
No dia 2 de fevereiro de 2026, Suema formalizou uma reclamação por escrito, exigindo esclarecimentos oficiais e a definição de uma data concreta para a entrega do prémio. No documento, estabeleceu um prazo de sete dias úteis para resposta, findo o qual admite recorrer às instâncias judiciais competentes para salvaguardar os seus direitos.
Até ao momento, não há registo público da entrega da viatura à vencedora do concurso.
Enquanto isto o promotor do evento papagueava “ …paguei multa a fiscalização” vangloriava-se por estar na altura a atravessar a fronteira ao Pais do Rand para receber um premio em primeira e nao em em segunda mão segundo o mesmo que lhe for a atribuído mes passado depois da sua nomecao!

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‘”É com orgulho que anunciamos que Guyzelh Ramos foi nomeado para os Prémios Emerging Brands in Africa 2026.
Como uma das figuras públicas mais proeminentes de Moçambique, conta com quase duas décadas de experiência como promotor de eventos de renome, tendo transformado o panorama do entretenimento moçambicano e elevado o perfil cultural do país na cena internacional. A sua dedicação e visão inovadora valeram-lhe o reconhecimento como Melhor Promotor Africano nos Estados Unidos em 2018, um testemunho da sua influência e excelência na sua área….. Guyzelh Ramos é responsável por trazer inúmeros artistas internacionais aos palcos moçambicanos, impulsionando significativamente a indústria musical e do entretenimento do país”
https://www.instagram.com/p/DT-kSQfDDv1/
Promotor tornou-se contador de estórias
Contudo, na pagina do referido promotor na linha da nomeação orgulhosamente anunciado pelos promotores da Emerging Brands in Africa 2026, quiçá pelo esquecimento do ‘ influencer’ não fazia referencia a premio pontapeado que deve ser atribuído a vencedora de um dos concursos promovidos por Guyzelh em Moçambique cujo vencedora desde Janeiro ate aqui passado meses não recebeu o seu premio.
“Alhos com bugalhos”
Contactado pelo Moz24h, o promotor do evento, Guyzer Ramos, confirmou que não pretende proceder à entrega da viatura. Segundo afirmou, o concurso foi financeiramente “um desastre”, alegando que o valor arrecadado não foi suficiente para adquirir o veículo e garantir os restantes prémios.

Guyzelh Ramos acrescentou ainda que mesmo que a vencedora avance com um processo judicial, está preparado para responder às acusações em tribunal.
O caso levanta questões sobre transparência, licenciamento e responsabilidade na organização de concursos online com votação paga, uma prática cada vez mais comum nas redes sociais, mas que continua a suscitar debate sobre a proteção dos participantes e dos apoiantes que contribuem financeiramente para este tipo de iniciativas.

O moz24h ira seguir o caso ate o seu desfecho(Moz24h)

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