Por Efraime Macitela
Operadores turísticos e diversos agentes económicos do sector voltaram a manifestar nesta terça-feira(07), oposição à realização de pesquisas para a aquisição de dados sísmicos no espaço marítimo deste ponto da província de Inhambane.
A rejeição foi reiterada durante mais uma sessão de consulta pública, promovida por uma empresa contratada pelo Instituto Nacional de Petróleo.
Para os empresários locais, a prospeção sísmica é vista como uma ameaça directa à sustentabilidade das actividades que impulsionam a economia de Vilankulo.
Jacinta Albino, ligada ao ramo do turismo, sublinha que o projecto é, na sua visão, incompatível com o crescimento e a vocação turística da região declarada capital do turismo em Moçambique.
Na mesma linha de pensamento, Valdo Macuacua, outro agente da cadeia de valor do turismo, alerta para os potenciais danos ambientais.
Segundo Macuacua, as vibrações das pesquisas sísmicas podem causar danos irreversíveis aos ecossistemas marinhos, que são a base de sustentação do turismo local.
Ângela, gestora de uma das unidades hoteleiras, alerta que o projecto pode desencadear um efeito em cascata negativo, afectando não só o turismo, mas também a pesca artesanal, o que poderia resultar no aumento do desemprego e na perda da biodiversidade marinha.
O representante da empresa responsável pela condução das consultas públicas para as pesquisas sísmicas no centro e Sul de Moçambique não quis prestar declarações, alegando falta de autorização para falar à imprensa.
Caso haja um “SIM” das comunidades, as actividades de pesquisa sísmica no espaço marítimo, poderão iniciar-se em finais de presente ano e início de 2027, com duração de 4 meses.
O investimento para a fase das pesquisas sísmicas é de cerca de 70 milhões de dólares. (Moz24h)

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