Politica

Partido de Mondlane realiza primeiro conselho nacional

O partido Anamola, de Venâncio Mondlane (no foto ao centro), foi aprovado em 15 de agosto pelo Governo moçambicanoFoto: Álvaro Jaime/DW

 

Pelo menos 300 participantes, entre nacionais e estrangeiros, são esperados a partir de hoje no primeiro conselho nacional do partido Anamola, na província de Sofala, centro de Moçambique, evento que inicia com o lançamento oficial do movimento político.

“Este momento é um marco porque, a final de contas, este é um partido que foi criado a pedido mesmo do próprio povo”, disse à Lusa Abdul Nariz, da equipa de comunicação do ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, presidente interino do Anamola.

O partido Anamola foi aprovado em 15 de agosto pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos de Moçambique, num pedido de registo que deu entrada em abril, disse à Lusa o seu mandatário judicial, Mutola Escova.

A cerimónia do lançamento oficial do partido, a partir das 08:00 (menos duas horas em Lisboa), na cidade da Beira, a capital provincial, contará, entre outros, com o registo de membros do movimento político, além de apresentações culturais.

“Esperamos que o povo esteja lá em massa para fazer parte deste marco para democracia nacional.

Esperamos também que haja uma interação positiva, não apenas dos membros do partido mas com a população em geral”, afirmou.

Pelo menos 300 pessoas, entre figuras nacionais e internacionais, são esperadas na 1.ª sessão ordinária do conselho nacional do partido Aliança Nacional Para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), que vai decorrer até domingo, constando entre as pautas do debate a eleição dos quadros definitivos e a aprovação dos “cerca de oito instrumentos” que vão “dirigir” o movimento.

“Então, nós esperamos, de certa forma, sair com solução para estes instrumentos que vão ser discutidos lá. Sabemos também que os cargos ainda existentes, como o do presidente do partido, de certa forma sairão, digamos, quadros definitivos, até certo ponto, até que haja uma outra eleição”, explicou Nariz.

De acordo com a fonte, no âmbito da preparação do evento, uma das dificuldades verificadas foi a falta de financiamento, já que aquela formação política dependia inteiramento das contribuições e do apoio popular.

“De certa forma, conseguimos ultrapassar as restrições e por isso conseguimos estar aqui. Vai acontecer já agora”, garantiu.

Moçambique viveu desde as eleições gerais de 09 de outubro um clima de forte agitação social, com manifestações e paralisações convocadas por Mondlane, que rejeita os resultados eleitorais que deram vitória a Daniel Chapo, apoiado pela FRELIMO, partido no poder.

Segundo organizações não-governamentais que acompanham o processo eleitoral, morreram cerca de 400 pessoas em confrontos com a polícia, conflitos que cessaram após dois encontros entre Mondlane e Chapo, com vista à pacificação do país. (DW)

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