Ao celebrarmos no dia 03 de Abril, a Sexta-feira Santa, o segundo dia do Triduo Pascal, deste 2026, ano do Senhor, podemos arriscar dizer que o silêncio da cruz continua sendo um mistério neste mundo de muito barulho provocado por inúmeras guerras que derramam sangue de milhares de inocentes.
O mistério da cruz encontra convergência no próprio silêncio da cruz que não é sustentado por nenhuma explicação porque só o próprio Deus que vem dar resposta na madrugada do Primeiro dia da Semana ao ressuscitar o seu Filho da morte.
Aliás quando mais pretendemos esclarer exaustivamente, a resposta será o sepulcro vazio, pois o Crucificado está Ressuscitado.
O mistério da cruz continua a manter o silêncio, enquanto o mundo continua a massacrar os pobres com injustiças.
O silêncio da cruz continua, pois somente o Crucificado sabe dizer: hoje mesmo estarás comigo no paraíso, indicando que quando o pecador se arrepende e acredita na nova vida a resposta de Deus dispensará quaisquer explicações.
O poder do silêncio está nas respostas que dele surgem. O silêncio que dá um sim, ou seja, uma resposta positiva para os convertidos, aqueles que buscam uma nova chance, uma vida em Deus, e um não, isto é, uma resposta negativa para discordar dos sanguinários.
O silêncio dá respostas multilaterais porque nosso Deus continua a caminhar conosco neste mundo dinâmico e amplo.
A diversidade de respostas que o silêncio da cruz oferece tem a ver com a magnificência do Crucificado que abraça a todos e todas que acreditam que a cruz de Jesus é a árvore da vida.
Neste silêncio matinal do sábado santo, neste dia 04 de Abril, quando o Crucificado ainda dorme no sepulcro, o convite é especial: prepararmos as nossas vidas, nossos corações para ressuscitarmos com Ele.
Sairmos das diferentes formas de morte provocadas pelos nossos pecados para que na Vigília Pascal digamos juntos: “o Ressuscitado deu-nos vida nova por isso cantamos o Aleluiaaaaaaa”!
Boas festas da Páscoa da Ressurreição!
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP.

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