Cultura

O Casino do Pão Alheio*

O povo já vê quem faz a traição,
o pão do velhinho foge pela mão,
colarinho de notas, sem compaixão,
o INSS vira um balcão,
o negócio se monta na mão do ladrão,
e se furta a dignidade da terceira idade.

O cofre da Pátria vira o vosso vício,
do povo exigem o maior sacrifício,
o vosso casino dita a queda do edifício,
o desígnio é funesto no furto — vosso artifício,
o sonho da palhota cai no precipício,
sem justiça — só impunidade!

*Ismael Miquidade, in Cadernos de Poesia — “Faísca no Chão”

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