Sob o sol que queima, palha-asfalto,
Ergue-se o trono de um rei-papel,
Sacrifica l’alma por um brilho mais alto,
E jura que o fel tem gosto de mel.
Grande brio em neurónio pequeno;
Beber a glória em copo-veneno,
E achar que raso é o céu de Moçambique.
*Ismael Miquidade, Cadernos de Poesia “— Faísca no Chão”
