Sociedade

Três mortos em incêndio no navio Chambo

Um incêndio a bordo do navio moçambicano Chambo provocou a morte de três pessoas, incluindo uma criança, uma idosa e um jovem, na manhã deste domingo, 11 de Outubro, em águas da República Unida da Tanzânia, segundo um comunicado da Autoridade Reguladora do Transporte Marítimo (ITRANSMAR, IP).De acordo com a instituição, 40 pessoas foram resgatadas por embarcações que se encontravam nas proximidades. Não há registo de desaparecidos entre os ocupantes que estavam a bordo. A embarcação transportava 43 pessoas, das quais sete eram membros da tripulação.

O acidente ocorreu quando o Chambo, propriedade e operado pela empresa Transmarítima, acabava de sair do porto tanzaniano de Mbamba Bay, com destino a Metangula, na província moçambicana do Niassa. O navio tinha partido de Metangula no dia 9 de Outubro, numa viagem integrada na rota entre Moçambique, Tanzânia e Malawi, através do Lago Niassa.Segundo o ITRANSMAR, os ocupantes que necessitaram de cuidados médicos receberam assistência numa unidade sanitária local. A instituição não avançou detalhes sobre as circunstâncias em que o fogo começou nem sobre a extensão dos danos sofridos pela embarcação.

Na sequência do acidente, foi criada uma comissão de investigação para apurar as causas do incêndio e esclarecer as circunstâncias em que ocorreu. Na qualidade de Estado de bandeira do navio, Moçambique pretende trabalhar em coordenação com as autoridades tanzanianas no âmbito das investigações, em conformidade com as normas internacionais aplicáveis à investigação de acidentes marítimos.

Antes da divulgação do comunicado oficial, circulavam informações segundo as quais o navio transportaria tambores de gasolina. Caso seja confirmada, essa informação poderá ser relevante para o apuramento das causas e da evolução do incêndio. Contudo, o ITRANSMAR não fez referência a esse alegado carregamento no comunicado divulgado este domingo.

A autoridade marítima lamentou as mortes e endereçou condolências às famílias enlutadas, apelando à população e aos órgãos de comunicação social para que acompanhem os canais oficiais e evitem divulgar informações ainda não confirmadas.

As causas do incêndio permanecem por esclarecer, enquanto decorrem os procedimentos de investigação com a participação das autoridades moçambicanas e tanzanianas. (Moz24h)

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