Economia

  Dois meses depois, Mozal quebra suspense e avança com despedimentos colectivos

A comunicação foi enviada este mês ao comité sindical. A medida decorre da decisão de suspender as operações devido à ausência de um novo acordo de fornecimento de energia eléctrica em condições consideradas viáveis. Trata-se de uma decisão estratégica da empresa, mas que acaba proporcionando um “momento de pausa” para que o país reflicta sobre o legado acumulado ao longo de mais de duas décadas e meia de operações.

O processo de despedimento colectivo deverá afectar directamente mais de mil trabalhadores da Mozal Para além do impacto imediato sobre o emprego directo, a suspensão das operações da fundição tem potencial para repercussões sobre milhares de postos de trabalho indirectos ligados a empresas subcontratadas.

No âmbito da consulta colectiva iniciada junto do comité sindical, a empresa apresentou uma proposta de pacote indemnizatório diferenciada em função da estrutura salarial. Para trabalhadores que auferem acima de sete salários mínimos do sector, a compensação proposta corresponde a 6% do salário anual por cada ano de serviço. Para os restantes trabalhadores, a proposta fixa 40 dias de salário por ano de serviço.

Além da compensação base por antiguidade, o pacote inclui um subsídio de requalificação profissional no valor de 110 mil meticais, destinado a apoiar a transição para novas oportunidades de emprego. A empresa compromete-se ainda a manter o seguro de saúde por um período de seis meses após a cessação dos contratos e a pagar o bónus de desempenho relativo ao exercício financeiro de 2026 de forma proporcional, calculado com base em 100% do desempenho.

https://cddmoz.org/wp-content/uploads/2026/02/Dois-meses-depois-Mozal-quebra-suspense-e-avanca-com-despedimentos-colectivos.pdf

 

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