Politica

Daniel Chapo andou em Kigali !

 

Daniel Chapo foi apresentado ultima sexta-feira 14/06/2024, em Pemba pelo Presidente do partido Frelimo, Filipe Nyusi

O candidato Presidencial da Frelimo nas eleições de nove de Outubro próximo, Daniel Chapo, foi apresentado, pelo Presidente do partido, Filipe Nyusi, ao eleitorado da província de Cabo Delgado.

Chapo chegou a Pemba no Aviao presidencial num periplo de apresentacoes voando no aviao presidencial com a matricula ZS-CVU de Maputo a 11 de Junho, escalando Dar Es-Salaam no dia 12 para depois seguir a Lichinga no dia  seguinte e a posterior ja no dia 14 de Junho a cidade de Pemba onde segundo o programa da FRELIMO aterrou no aeroporto de Pemba.

Segundo o fact- cheking usando o https://www.flightradar24.com/data/aircraft/zs-cvu#,  o aviao presidencial  ZS-CVU ja no dia 15 do corrente mes rumou a Kigali capital Rwandesa esteve durante algumas horas paar ainda no mesmo dia rumar de volta a cidade de , para depois no dia 17 voar a Cidade da Beira.

Para alem de fazer uso do aviao presidencial comparado pelo erario publico, o actual concorrente a presidencia da Republica de Mocambique nas proximas eleicoes presidencias, nao disse que esteve em Kigali- Rwanda

Reg: ZS-CVU photos

Aircraft: Bombardier Learjet 45

Airline: Private

Serial #: 45-250

 

A noticia foi avançada na quinta-feira, 20, pela publicação Zitamar News, que cita fontes que confirmaram que a deslocação pode ter incluído uma audiência com Paul Kagame, e na qual esteve também presente o presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

Neste momento, a área visível de cooperação entre os dois países é a militar, limitada à presença de soldados ruandeses em Cabo Delgado, onde combatem insurgentes.

Alguns políticos e analistas dizem-se cépticos relativamente a esta deslocação, porque Kigali não é um bom modelo de cooperação, particularmente pela forma como o presidente Paul Kagame trata os seus opositores.

O porta-voz da Renamo, Jose Manteigas, diz que o seu partido está muito preocupado com o relacionamento entre Maputo e Kigali, sobretudo pela forma como Filipe Nyusi trata assuntos do Estado moçambicano com o Ruanda.

Manteigas refere que quando o Presidente Nyusi mandou vir o primeiro contingente militar do Ruanda e a força da SADC “não consultou o Parlamento (…) e agora estamos a ver que esta relação está a fortificar-se cada vez mais, tanto é assim que estão a chegar mais 2.500 homens ruandeses’’.

Postos estratégicos

A Renamo “está apreensiva, porque a tropa ruandesa em Cabo Delgado já começa a praticar atos que na prática deviam ser do Estado moçambicano e não do Estado ruandês, criando uma situação que não sabemos como gerir no futuro”.

‘’Vamos assumir que a visita aconteceu mesmo, e esta se insere dentro da mesma perspetiva em que Daniel Chapo foi à Tanzania e agora está no Zimbabwe, como candidato da Frelimo e potencial próximo Presidente da República’’, afirma o analista político Fernando Lima, avançando que tradicionalmente os candidatos do partido no poder, nestas actividades de pré-campanha, têm visitado os seus aliados.

Lima diz que não ficaria admirado se houvesse uma deslocação à Europa, tendo em conta os compromissos internacionais em relação aos grandes investimentos como são os do gás em Cabo Delgado, “e tendo o Ruanda um papel importante na defesa de postos estratégicos naquela província, é natural que Daniel Chapo tivesse ido encontrar-se com Paul Kagame’’.

Algumas vozes dentro e fora da Frelimo questionam a forma como o presidente Paul Kagame trata os seus opositores políticos, o que para Fernando Lima ‘’é normal que isso aconteça, mas os interesses que são a força dominante dentro deste partido neste momento, entendem o papel do Ruanda de maneira diferente, e há claramente um ‘forcing’ para que tudo continue tal como tem vindo a acontecer até aqui em Cabo Delgado, incluindo esta relação entre Moçambique o Ruanda’’.

Perseguição e morte de opositores

Ivan Mausse, pesquisador do Centro de Integridade Pública, insere as deslocações de Daniel Chapo ao Ruanda no âmbito da pré-campanha. “Nós não podemos pensar que o terrorismo em Cabo Delgado vai terminar com o fim do mandato do Presidente Nyusi, é uma questão que pode continuar (…) e o facto de Nyusi se ter aproximado do Ruanda, não significa que Daniel Chapo não o possa fazer”, afirma.

Mas, diz Mausse, se a deslocação de Chapo “for para buscar inspiração na forma de governação de Paul Kagame, ai pode-se levantar algum tipo de problema’’.

Noutra linha, para o analista político Luis Nhachote “parece que o Presidente Nyusi quer continuar a tratar deste assunto estando fora do poder, transferindo-o para um fórum privado com o candidato presidencial do Partido Frelimo’’.

Nhachote anota que muitos opositores de Paul Kagame dizem que a partir do momento em que as tropas ruandesas começaram a chegar a Cabo Delgado ficaram com medo, por causa do histórico de perseguição e mortes em Moçambique. (Moz24/VOA/Integrity)

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