Moçambique enfrenta, no momento presente, uma disrupção evidente no abastecimento de combustíveis (gasolina e gasóleo/diesel), caracterizada por: disponibilidade irregular nos postos de venda; racionamento de quantidades por consumidor; encerramento temporário de algumas bombas; filas extensas e comportamentos de açambarcamento. Apesar da gravidade da situação, a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) entidade com mandato legal para regular o sector mantém-se silenciosa, não prestando informação pública estruturada sobre: existência ou não de escassez efectiva de combustível; estado real da cadeia logística (importação, armazenamento e distribuição); constrangimentos operacionais no abastecimento aos retalhistas.
Este silêncio ocorre num contexto em que outras entidades nomeadamente o Governo, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) e a Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO) já emitiram comunicações públicas, ainda que sem detalhe suficiente.

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