“Acredita-se que esta visita promoverá o desenvolvimento aprofundado da parceria estratégica abrangente entre a China e Moçambique e contribuirá para a construção de uma comunidade China-África sólida e com um futuro partilhado para a nova era, além de reforçar a solidariedade e a cooperação no Sul Global”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun.
Falando nesta terça-feira (14), em conferência de imprensa, em Pequim, o governante enfatizou que China e Moçambique gozam de uma longa amizade, há mais de meio século, desde o estabelecimento de relações diplomáticas.
“Face ao panorama internacional em constante mudança, a amizade sino-moçambicana tem vindo a fortalecer-se. Actualmente, a confiança política mútua entre os dois países está a aprofundar-se, com resultados profícuos na cooperação em diversas áreas”, sublinhou Guo Jiakun.
O chefe do Estado inicia nesta quinta-feira, 16 de Abril, uma visita de Estado de sete dias à China. Trata-se da primeira deslocação de Daniel Chapo àquele país asiático, estando previstas conversões com o Presidente Xi Jinping e reuniões com o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, além de visitas também a Hunan e Qinghai.
No ano passado, o Governo chinês perdoou os juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até 2024 e anunciou a doação de 12 milhões de dólares (765 milhões de meticais) para apoiar projectos de desenvolvimento no País. A primeira-ministra moçambicana, Benvida Levi, confirmou a informação após uma visita de dois dias à China.
No final do primeiro semestre, a dívida à China representava 15% do total do endividamento externo de Moçambique, que ascendia a 9,8 mil milhões de dólares (619 mil milhões de meticais), evidenciando o peso significativo do país asiático nas finanças nacionais.
Durante o mesmo período, Moçambique não registou desembolsos nem pagamentos do serviço da dívida a Portugal, cujo endividamento ascendia a 380,7 milhões de dólares (24 mil milhões de meticais). Entre os credores bilaterais, apenas o Japão apresentava um valor superior, com 405,5 milhões de dólares (25,6 mil milhões de meticais) no final de Junho.
“É uma janela de oportunidade que todos temos de aproveitar, assim como há várias outras oportunidades para moçambicanos, e não só”, declarou o porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, reagindo à medida tornada pública pelas autoridades chinesas.
O Presidente da China, Xi Jinping, anunciou no sábado (14) que o seu país suspenderá todas as tarifas de importação aplicadas aos 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, com efeitos a partir de 1 de Maio.
Segundo Inocêncio Impissa, o Governo recebeu a decisão “com agrado”, sublinhando que Moçambique mantém uma relação histórica com a China e que, ao longo de vários anos, tem beneficiado de facilidades mútuas nos domínios económico e comercial. O Executivo apelou aos empresários nacionais a tirarem pleno proveito da nova abertura.
“O que podemos recomendar é que as empresas e os empresários (aqueles que praticam comércio de exportação) aproveitem esta abertura para capitalizar os seus negócios.” (DR)

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