Economia

A Arquitectura Paralela do Endividamento em Moçambique: 64% da Dívida Interna é Decidida pelo Executivo Fora do Escrutínio Parlamentar

 

CIP Centro de integridade Publica -Dezembro 2, 2025 0

A Arquitectura Paralela do Endividamento em Moçambique: 64% da Dívida Interna é Decidida pelo Executivo Fora do Escrutínio Parlamentar

A dívida pública interna de Moçambique tem crescido de forma acelerada e cada vez mais fora do controlo parlamentar. Entre 2020 e 2025, apenas 36% da dívida interna foi aprovada pelo Parlamento (via Obrigações do Tesouro), enquanto 64% foi decidida exclusivamente pelo Executivo, através de Bilhetes do Tesouro e financiamento junto ao Banco de Moçambique e Bancos Comerciais. Este padrão criou uma arquitetura paralela de endividamento, marcada por opacidade, fragilidade institucional e riscos crescentes para a sustentabilidade fiscal e a confiança pública.

Este estudo pretende, por isso, iluminar a zona cinzenta onde uma parte substancial da dívida pública cresce sem controlo parlamentar, quais os riscos que o País enfrenta e por que razão esta trajectória ameaça a estabilidade macroeconómica, fragiliza a transparência e aumenta os riscos para a sustentabilidade das contas do Estado.

 

https://www.cipmoz.org/2025/12/02/a-arquitectura-paralela-do-endividamento-em-mocambique-64-da-divida-interna-e-decidida-pelo-executivo-fora-do-escrutinio-parlamentar/

 

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