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Tete: Mina de Fluorite da Altona Deverá Arrancar em 2027

Amineradora britânica Altona Rare Earths, cotada na bolsa de Londres está a dar prioridade ao desenvolvimento do projecto de fluorite e gálio de Monte Muambe, na província de Tete, prevendo iniciar a construção da mina em 2027, numa estratégia destinada a acelerar a geração de receitas e apoiar o desenvolvimento futuro do seu projecto de terras raras em Moçambique, informou o portal Engineering News.

Segundo o director executivo da empresa, Cedric Simonet, apesar de os projectos de fluorite, gálio e terras raras estarem localizados na mesma concessão mineira, cada um seguirá um percurso de desenvolvimento independente, incluindo em termos de financiamento. Esta abordagem permitirá à empresa avançar simultaneamente com diferentes frentes de trabalho, beneficiando, contudo, de sinergias ao nível das infra-estruturas e dos recursos operacionais.

O responsável explicou que o projecto de fluorite apresenta um potencial de desenvolvimento mais rápido do que o das terras raras, razão pela qual foi colocado no topo das prioridades da empresa. A expectativa é que as primeiras receitas provenientes da exploração da fluorite contribuam posteriormente para financiar parte do desenvolvimento do projecto de terras raras de Monte Muambe. A Altona encontra-se actualmente a desenvolver estudos metalúrgicos e de engenharia de processos no âmbito do estudo de pré-viabilidade do projecto. Em paralelo, decorre o processo de selecção de empreiteiros e parceiros técnicos para as próximas fases de desenvolvimento.

Os recursos minerais actualmente identificados no projecto incluem cerca de 3,4 milhões de toneladas de minério com um teor médio de 20,6% de fluoreto de cálcio nas áreas de Fluorite Zone e Python Target. Segundo a empresa, estes volumes poderão sustentar uma produção anual de cerca de 50 mil toneladas de fluorite de grau ácido, com potencial para aumentar para 100 mil toneladas por ano à medida que forem realizados novos trabalhos de sondagem.

A empresa está também a desenvolver ensaios metalúrgicos destinados a confirmar os níveis de recuperação e a qualidade do produto final, tendo como objectivo produzir concentrados de fluorite com uma pureza de 97,5% de fluoreto de cálcio e níveis reduzidos de impurezas.

Um estudo preliminar de viabilidade deverá ser concluído durante o terceiro trimestre deste ano, permitindo avaliar a viabilidade técnico-económica do empreendimento e estabelecer uma primeira valorização do projecto. Caso os resultados sejam positivos, a Altona prevê avançar para um programa adicional de perfuração integrado no estudo de viabilidade definitivo, com o objectivo de aumentar os recursos minerais identificados e expandir a capacidade produtiva da futura mina.

Os recursos minerais actualmente identificados no projecto incluem cerca de 3,4 milhões de toneladas de minério

Paralelamente, a empresa continua a avaliar o potencial do gálio descoberto na área em 2025. Os recursos actualmente estimados ascendem a 11,73 milhões de toneladas com um teor médio de 54,7 gramas por tonelada de óxido de gálio. Os trabalhos concentram-se agora na definição dos processos metalúrgicos necessários para a sua recuperação comercial. A companhia está igualmente a estudar a possibilidade de recuperar terras raras pesadas associadas à mineralização de fluorite, o que poderá reforçar o valor económico do projecto sem alterar o calendário actualmente previsto para o desenvolvimento da mina.

A Altona Rare Earths é uma empresa focada em projectos de matérias-primas essenciais em toda a África, incluindo terras raras, fluorita, gálio, cobre e prata. O seu principal projecto, Monte Muambe, em Moçambique, apresenta uma mineralização de múltiplos recursos minerais com uma licença de mineração de 25 anos, enquanto a empresa também avança com o projecto de cobre e prata Sesana, no Botsuana.

Em Monte Muambe, a Altona estabeleceu o seu primeiro recurso JORC para terras raras, está a avançar com um plano de desenvolvimento a nível de âmbito e pretende acelerar a produção de fluorite de grau ácido para aplicações em energia limpa, alta tecnologia e indústria.

A empresa está ainda a avaliar a recuperação de gálio a partir de rejeitos de fluorite e continua à procura de activos adicionais que se enquadrem na sua estratégia de monetização a curto prazo combinada com crescimento a longo prazo no fornecimento de minerais críticos. Localizado na província de Tete, o projecto Monte Muambe é considerado um dos mais promissores activos mineiros emergentes do País no segmento dos minerais críticos.

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