Economia Sociedade

Terroristas atacam mina de pedras preciosas e provoca fuga de garimpeiros em Meluco

Foto : Estacio Valoi/Mina de ouro de Muaja

Por Quinton Nicuete

 

 

Um grupo de homens armados invadiu uma área de exploração de pedras preciosas na localidade de Ravia, distrito de Meluco, em Cabo Delgado, provocando pânico entre os trabalhadores e obrigando à dispersão de garimpeiros para zonas de refúgio.

O incidente ocorreu no último domingo e, segundo informações recolhidas junto de fontes locais, os atacantes abordaram os trabalhadores que se encontravam na mina, exigindo bens e valores sob ameaça.

Durante a incursão, os indivíduos apoderaram-se de uma motorizada utilizada nas actividades de extração, que posteriormente foi usada para transportar areia já processada pelos garimpeiros para destino desconhecido. Além disso, foram retiradas quantias em dinheiro aos trabalhadores, num acto descrito como extorsão para garantir a própria sobrevivência.

Apesar da gravidade da situação, não há confirmação de vítimas mortais ou feridos. Ainda assim, o medo gerado pelo ataque levou muitos garimpeiros a abandonarem o local, procurando abrigo na sede distrital de Meluco, enquanto outros permaneceram escondidos nas matas, aguardando o afastamento dos atacantes.

Este não é um caso isolado. A zona de Ravia tem sido repetidamente alvo de incursões armadas, frequentemente associadas à exploração ilegal de recursos minerais. Em episódios anteriores, grupos armados já tinham atacado a mesma área, causando mortes, roubos e destruição de meios de subsistência.

A província de Cabo Delgado continua a enfrentar uma situação de instabilidade marcada por ataques de grupos insurgentes desde 2017, quando foi registada a primeira acção armada no distrito de Mocímboa da Praia.

Dados da ACLED indicam que a violência armada na região mantém-se activa, com vários incidentes registados nas últimas semanas, muitos deles atribuídos a grupos ligados ao extremismo violento. Desde o início da insurgência, milhares de pessoas já perderam a vida, num conflito que continua a afectar populações, economia local e actividades como a mineração artesanal.

O novo ataque reforça preocupações sobre a segurança em zonas de exploração mineira e evidencia a vulnerabilidade dos garimpeiros, que operam frequentemente sem protecção num contexto de conflito armado persistente. (Moz24h)

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