Sociedade

PRM admite risco de novos tumultos e reconhece desgaste da sua imagem pública

 

Por Quinton Nicuete

O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Joaquim Adriano Sive, advertiu na passada quinta-feira, em Quelimane, que o país poderá enfrentar novas vagas de contestação popular nos próximos tempos, apelando à corporação para reforçar a preparação operacional.

Sem estabelecer relação directa com casos concretos, o alerta surge num contexto nacional marcado pela expectativa em torno do futuro judicial de Venâncio Mondlane, figura central das manifestações pós-eleitorais, e por críticas recorrentes à falta de resultados governativos, fatores que alimentam especulação sobre possíveis tensões sociais.

Segundo a DW, durante a intervenção, Joaquim Sive sublinhou que as autoridades não podem descartar a repetição de episódios semelhantes aos registados após as eleições gerais. “Os acontecimentos que se seguiram ao pleito passado podem repetir-se; não sabemos se em menor ou maior escala”, afirmou.

O comandante-geral reconheceu ainda que a instituição enfrenta um descrédito significativo junto da população. Segundo disse, restaurar a confiança pública será um dos maiores desafios da PRM nos próximos meses, num contexto em que persistem perceções de actuações polémicas e uso excessivo da força. Moz24h

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