Politica Sociedade

População expulsa FDS em Mocímboa da Praia e apela pela permanência ruandesa

 

Por Quinton Nicuete e Estacio Valoi

Mocímboa da Praia — A tensão voltou a subir no norte de Cabo Delgado após mais uma incursão terrorista em Mocímboa da Praia, que resultou na morte de cinco pessoas, entre elas um professor e um agente da Polícia. O ataque levou as forças ruandesas a convocar, em caráter de urgência, uma reunião com líderes comunitários e representantes da sociedade civil local.

 

(Tradução do vídeo
” Isso está acontecendo agora em cima da praia. Viemos em uma reunião, mas estamos a liberar tropas de Moçambique. Nós não queremos tropas de Moçambique, queremos maruandas.
Assim está acontecendo em cima da praia. Ruandeses”! )

Queremos Ruandeses, queremos Ruandeses, queremos Ruandeses….

 

No encontro, segundo fontes contactadas pelo Moz24h, os militares ruandeses questionaram diretamente os presentes sobre a colaboração da população com grupos armados. “De onde saíram estes malfeitores? Se não foram encontrados nos caminhos, saíram das vossas casas. São vossos filhos que vocês não querem denunciar. Assim é difícil trabalhar convosco”, afirmou o representante ruandês, numa intervenção dura que expôs a desconfiança em relação à comunidade local.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o ambiente de caos durante a reunião, com parte da população a entoar cânticos exigindo a retirada das Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas e a permanência exclusiva das tropas ruandesas. Em Kimwani, as vozes repetiam: “Não queremos tropas de Moçambique, queremos ruandeses! Queremos ruandeses…”.

Segundo uma outra fonte ouvido pelo Moz24h, os ataques mais recentes teriam como alvo indivíduos que não cumpriram acordos feitos com os insurgentes. “Alguns receberam dinheiro para se aliar a eles e não o fizeram, outros para comprar alimentação e não compraram. Foi uma lição para os que se comportam da mesma forma”, afirmou a fonte, admitindo que situações semelhantes podem repetir-se enquanto persistir o silêncio cúmplice da população.

O administrador distrital de Mocímboa da Praia, Sérgio Cipriano, prometeu apurar a situação e procurar respostas à crescente insegurança e descontentamento popular. Moz24h

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