ALERTA MÁXIMO – LOCAL E INTERNACIONAL
Nomeação de Ilídio Té como Primeiro-Ministro confirma complô para usurpar o poder na Guiné-Bissau
Como se mais provas fossem necessárias para expor o golpe de Estado inventado e encenado no dia 26 de novembro, com o objetivo de anular a vontade do povo expressa nas urnas, o regime de Umaro Sissoco Embaló deu mais um passo que desmonta por completo a versão oficial dos acontecimentos.
Após impor o General Horta Na Tán como seu homem forte para substituí-lo como Chefe de Estado diante da iminência da confirmação da sua derrota, o círculo do complô fechou-se de forma irrefutável: a nomeação ilegal de Ilídio Té, ex-Ministro das Finanças e Diretor de Campanha de Sissoco Embaló, para o cargo de Primeiro-Ministro.
Este ato não é apenas uma violação da ordem constitucional — é a prova final de que tudo não passou de uma montagem cuidadosamente orquestrada pelo núcleo duro que rodeia Sissoco Embaló, com o objetivo de manter o poder contra a vontade expressa do povo guineense nas urnas.
O plano está exposto
A nomeação de Ilídio Té torna evidente que o regime: Simulou um golpe de Estado, utilizando milícias leais à Presidência; Manipulou a cadeia de comando militar, substituindo a estrutura oficial por generais alinhados exclusivamente com Sissoco Embaló;
Fabricou um clima de instabilidade, destinado a impedir o anúncio dos resultados oficiais que confirmam a sua derrota eleitoral; Impôs um Primeiro-Ministro político-partidário, figura central da estratégia de continuidade ilegítima no poder, associado ainda a alegados desvios de capitais no Ministério das Finanças.
Não restam dúvidas: o próprio grupo responsável pelo falso golpe assinou a confissão pública do seu complô.
Risco extremo para Domingos Simões Pereira, Fernando Dias da Silva e demais dirigentes
Enquanto estas manobras ilegítimas se consolidam, o país vive um dos momentos mais graves desde o retorno ao multipartidarismo. Domingos Simões Pereira, líderes do PAIGC e membros da Direção de Campanha de Fernando Dias da Silva encontram-se ilegalmente detidos por milícias do regime.
Relatos credíveis indicam que os detidos correm risco de vida, temendo alimentar-se ou beber devido ao receio de envenenamento — prática alegadamente comum no regime de Umaro Sissoco Embaló.
As condições de detenção são desconhecidas e a ausência de garantias mínimas de integridade física ou acesso legal agrava ainda mais a gravidade da situação.
Apelo urgente à comunidade internacional
Diante desta escalada autoritária, impõe-se um apelo e uma exigência imediata:
Libertação imediata e incondicional de todos os detidos políticos;
Condenação formal da nomeação ilegal de Ilídio Té, símbolo máximo da estratégia de golpe interno; Abertura de investigações internacionais sobre as graves violações de direitos humanos em curso; Proteção urgente da integridade física de Domingos Simões Pereira e demais detidos, sob ameaça direta das milícias do regime.
A divulgação dos nomes dos que integrarão o elenco de Ilídio Té e do General Horta Na Tán revelará os restantes membros deste ato criminoso de usurpação, violação constitucional e alta traição à Pátria.
A Guiné-Bissau vive um momento decisive
Cada hora de silêncio custa vidas, mina a vontade popular e consolida um poder fundado na fraude, na força e no medo. A verdade está exposta. O mundo precisa agir — agora.
A farsa de um golpe de gabinete
Umaro Sissoco Embaló foi às urnas dentro das condições que ele próprio preparou — e perdeu. Agora inventa toda esta situação.
Os resultados são públicos: Fernando Dias venceu, e a Comissão Nacional de Eleições deve cumprir as formalidades e anunciá-los.
Sissoco tentou subverter os resultados, como fez em 2019, e voltou a falhar. Sem intenção de transferir o poder ao vencedor, montou um golpe de gabinete e colocou os seus acólitos no topo do Estado: O seu Chefe de Estado-Maior privado, Horta N’Tan, como Presidente de Transição;
O Comandante-Geral de Segurança, Tomás Djassi, como novo Chefe de Estado-Maior; O seu Diretor de Campanha, Ilídio Té, como Primeiro-Ministro.
Com o apoio de Sassou Nguesso, Sissoco deslocou-se para a Costa do Marfim e depos para o Senegal, de onde continua a comandar toda a operação militar na Guiné-Bissau.
URGE REPOR A NORMALIDADE DEMOCRÁTICA
URGE DIVULGAR OS RESULTADOS ELEITORAIS DA CNE
URGE LIBERTAR TODOS OS PRESOS POLÍTICOS (Bissau)
