Lusa
Um avião cargueiro com 90 toneladas de ajuda humanitária da União Europeia (UE) chega na noite deste domingo (25) a Maputo, com o objectivo de reforçar o apoio às vítimas das cheias em Moçambique. A chegada da carga ocorre num contexto de agravamento da crise humanitária provocada pela actual época chuvosa.
De acordo com uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, trata-se de um avião Boeing 747 que transporta “ajuda humanitária para centenas de milhares de moçambicanos sitiados pelas cheias”. A iniciativa representa um reforço significativo da resposta internacional à situação de emergência no País.
A mesma nota refere que a carga será recebida no Aeroporto Internacional de Maputo pela ministra Maria Manuela Lucas. O acto simboliza o apoio directo da UE às autoridades moçambicanas na resposta às consequências das cheias.
Este é o primeiro voo de carga humanitária da UE com destino a Moçambique. No total, a ajuda corresponde a 90 toneladas de equipamentos de saúde, abrigos, artigos de higiene, nutrição, educação e protecção, destinados às populações mais vulneráveis.
A ajuda humanitária é proveniente dos armazéns da UE localizados na Dinamarca. Após a chegada ao País, a sua distribuição será assegurada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e por parceiros humanitários locais.
A Comissão Europeia já tinha anunciado recentemente a disponibilização de mais de um milhão de euros em ajuda humanitária para Moçambique e para o Maláui. Este apoio financeiro visa responder à situação de emergência provocada pelas cheias nos dois países.
Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, morreram 131 pessoas. No mesmo período, registaram-se 144 feridos em consequência dos eventos climáticos extremos.
Ainda segundo os dados oficiais, incluindo as cheias registadas nas últimas duas semanas, cerca de 779,5 mil pessoas foram afectadas em todo o território nacional. A ajuda agora enviada pretende aliviar as necessidades imediatas das populações atingidas.

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