Oil & Gás

Moçambique pode exportar mais de 35 milhões de toneladas de gás

O Presidente moçambicano afirmou que o país poderá exportar mais de 35 milhões de toneladas de gás natural liquefato por ano, reforçando o seu peso no mercado internacional.

© Lusa

OPresidente moçambicano afirmou ontem que o país poderá alcançar uma capacidade de exportação superior a 35 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano nos próximos anos, reforçando o seu peso no mercado internacional.

Falando na 8.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), em Moscovo, Rússia, Daniel Chapo afirmou que os projetos em desenvolvimento na bacia do Rovuma, ao largo da província de Cabo Delgado, norte do país, deverão consolidar o país como um dos atores emergentes do setor energético mundial.

“Quando estes empreendimentos estiverem plenamente operacionais nos próximos anos, Moçambique poderá alcançar uma capacidade de exportação superior a 35 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano, afirmando-se entre os produtores relevantes do mercado internacional”, disse.

O Presidente recordou que, quando Moçambique aderiu ao GECF como observador, em 2022, o país preparava-se para iniciar as exportações de gás natural liquefeito a partir da bacia do Rovuma: “Hoje, o gás moçambicano já chega a mercados internacionais, contribuindo para a diversificação das fontes de abastecimento e para a segurança energética mundial”.

No discurso, Chapo defendeu que o aproveitamento dos recursos naturais deve servir não apenas as exportações, mas também a transformação económica interna.

“Queremos que o gás que sai das profundezas da nossa terra e do nosso mar se transforme em energia que ilumina Moçambique, trazendo luz às nossas escolas e unidades sanitárias, produzindo fertilizantes que fortalecem a agricultura e gerando empregos para a nossa juventude e mulheres”, disse.

O chefe de Estado afirmou que o país está a promover “uma mudança de paradigma”, passando de uma economia baseada na extração de recursos para um modelo assente na criação de valor acrescentado, industrialização e soberania económica.

Considerou igualmente que a indústria do gás deve gerar benefícios diretos para a população, através da criação de emprego, transferência de tecnologia e desenvolvimento empresarial.

Daniel Chapo destacou a expansão do acesso à eletricidade, indicando que a cobertura nacional passou de 30% em 2018 para 70% atualmente, mantendo-se o objetivo de alcançar o acesso universal até 2030.

O Presidente defendeu ainda uma transição energética “justa, equilibrada e inclusiva”, argumentando que os mecanismos internacionais de financiamento devem reconhecer as diferentes realidades de desenvolvimento dos países e permitir o aproveitamento responsável do gás natural em complementaridade com as energias renováveis.

Perante os países membros do GECF, Chapo propôs quatro prioridades para o futuro do setor: “um mercado internacional do gás mais estável e previsível”, a transferência de tecnologia e formação de quadros, investimentos que promovam a transformação local dos recursos e uma transição energética que concilie proteção ambiental e desenvolvimento económico.

Moçambique dispõe de três projetos aprovados para explorar as reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores descobertas mundiais das últimas décadas.

 

Leave feedback about this

  • Quality
  • Price
  • Service

PROS

+
Add Field

CONS

+
Add Field