O plano marroquino de autonomia do Sahara oferece o único quadro pragmático que promove a paz e a estabilidade na região, numa altura em que a zona do Sahel-Sahara enfrenta múltiplos desafios, particularmente os relacionados com a segurança. Considerou um painel de discussão, realizado no sábado, 23 de Maio, em Verona, na Itália, que avaliou de forma comparativa as experiências italiana e marroquina de conflitos similares.
A preeminência do plano de autonomia proposto pelo Reino de Marrocos para resolver o conflito artificial em torno do Sahara foi destacada no sábado, em Verona (norte de Itália), por um painel de especialistas marroquinos e italianos que enfatizaram a relevância desta iniciativa para contribuir para o desenvolvimento de toda a região, reportou no domingo, 24 de Maio, a Agência de Imprensa Marroquina (MAP).
No encontro, subordinado ao tema “Autonomia e Governação Regionalizada: Perspectivas Comparativas da Experiência Italiana e da Perspectiva Marroquina”, os oradores sublinharam unanimemente que a iniciativa de autonomia marroquina oferece o único quadro pragmático que promove a paz e a estabilidade na região, numa altura em que a zona do Sahel-Sahara enfrenta múltiplos desafios, particularmente os relacionados com a segurança.
A este propósito, Luigi Spagnolli, senador italiano da região de Trentino-Alto Ádige, sublinhou que a Resolução 2797 do Conselho de Segurança da ONU, adoptada em Outubro passado, endossou a iniciativa de autonomia de Marrocos para a resolução da questão do Sahara.
Anotou ainda que o preâmbulo da Constituição marroquina destaca a identidade pluralista de Marrocos, salientando que a unidade nacional do Reino assenta numa herança rica e diversificada. A unidade nacional de Marrocos, “forjada pela convergência das suas componentes árabe-islâmica, berbere e saarauí-hassani, foi nutrida e enriquecida pelas suas influências africanas, andaluzas, hebraicas e mediterrânicas”, afirmou.
Por sua vez, o politólogo e especialista em relações internacionais Marco Baratto declarou que, ao propor a autonomia sob a soberania marroquina, o Reino oferece uma perspectiva política sustentável, fazendo do desenvolvimento das Províncias do Sul uma alavanca para consolidar esta dinâmica a nível regional. Considerou ainda o Estatuto Especial da Sicília, adoptado em 1946, e o plano de autonomia marroquino para o Sahara como “dois modelos que servem a unidade nacional e a estabilidade regional”.
Por sua vez, Yasmine El Hassnaoui, professora de relações internacionais e especialista em resolução de conflitos, indicou que o plano de autonomia concilia a unidade e a diversidade, a soberania e o autogoverno, a coesão nacional e o empoderamento regional.
Depois de lembrar que o Sahara tem sido historicamente parte integrante de Marrocos, a académica enfatizou a importância dos investimentos realizados nas províncias do sul nas áreas das infraestruturas, energias renováveis, logística e transportes.
Convidado a proferir observações iniciais na reunião, o Cônsul-Geral de Marrocos em Verona, Abdelilah Nejjari, analisou os últimos desenvolvimentos relativos à questão do Sahara, no contexto do impulso diplomático impulsionado pela liderança do Rei Mohammed VI deMarrocos, que culminou com a adopção da Resolução 2797 do Conselho de Segurança da ONU. Sublinhou que esta resolução representa agora o marco do direito internacional em matéria de Sahara, como um processo dinâmico que consagra uma solução política realista e duradoura, baseada num plano de autonomia sob a soberania marroquina.
A reunião contou com a presença de vários membros da comunidade marroquina em Itália e de altos funcionários regionais italianos.

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