O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) nasceu com a promessa de garantir que as receitas do gás natural servissem o desenvolvimento de longo prazo do país, através de uma gestão transparente, responsável e orientada para o futuro. Mas, três anos depois, essa promessa está a desmoronar-se. As contas não batem, os dados oficiais são contraditórios e o próprio Governo admite ter usado parte do dinheiro “porque a lei ainda não estava aprovada”. Entre o discurso e os números, há um abismo. Nesta cronologia, o CIP reconstrói, com base em documentos oficiais e relatórios do Tribunal Administrativo, a história de como o Fundo Soberano começou a ser desviado do seu propósito antes mesmo de nascer formalmente. O resultado é inquietante: um retrato de ausência de transparência institucional, incoerência fiscal e risco real de captura de um instrumento criado para garantir o futuro do país.
Economia
UMA CRONOLOGIA SOBRE O DESVIO ANUNCIADO DO FUNDO SOBERANO DE MOÇAMBIQUE
- by Redação
- 28 de outubro de 2025
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