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Reestruturação da LAM: racionalização para uns, novas admissões para outros?

Em Junho deste ano, as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciaram, por via de comunicado, que dispensaram 130 trabalhadores em 2025, no âmbito do processo de reestruturação e redimensionamento da mão-de-obra, enquadrado no quadro geral de reestruturação da companhia aprovado pelo Governo.

 A justificação da medida tem que ver com a necessidade de racionalizar a estrutura organizacional e reduzir os custos operacionais.

Entretanto, enquanto decorre o processo de reestruturação, a companhia realizou novas admissões para a Direcção Financeira, através de um recrutamento externo, sem abertura de concurso, para lugares anteriormente ocupados por pessoas que foram mandadas para a rua em nome da reestruturação.A informação consta de um informe de 14 de Abril, Ref. n.º 02/INF/CE-LA/2026, do Sindicato das Linhas Aéreas de Moçambique, a cuja cópia o Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) teve acesso.

Aqui nota-se claramente uma grande contradição, que coloca em causa a racionalidade da reestruturação e levanta questões de transparência no processo das novas admissões.

“A comissão de gestão explicou que, para a Direcção Financeira, atendendo à sensibilidade da área, aos recentes eventos e ao contexto de reestruturação em curso, fez-se um recrutamento externo devido ao perfil exigido, e tendo em conta a avaliação prévia de competências, o que levou à não inclusão de colaboradores internos no processo”, lê-se no informe de 14 de Abril, na posse do CDD.

 

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