Numa reportagem da STV, Jornal o Pais de entre vários já dados mais um alerta vinha de Bazaruto para riscos da prospeção de hidrocarbonetos na costa de Inhambane também com problemas na A Haiyu Mozambique Mining, Co. Lda é uma empresa mineira chinesa que se dedica principalmente à exploração e extração de areias pesadas, nomeadamente ilmenita (óxido de ferro e titânio) e zircónio, na província de Nampula, atualmente fazem mais de três anos em Vilanculos Inhambane em Moçambique.
Por Estacio Valoi
Falando aos dois órgãos esta semana, o administrador do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, em Inhambane, alerta que a exploração de hidrocarbonetos e a conservação da vida marinha não devem coexistir em áreas próximas e defende a necessidade de separação geográfica entre as duas actividades. Ainda assim, Armando Nguenha admite que, caso o projecto avance, será indispensável garantir medidas de prevenção rigorosas, face aos riscos sérios que a actividade representa para os ecossistemas marinhos.
A eventual exploração de hidrocarbonetos na costa da província de Inhambane está a gerar preocupação entre gestores de áreas de conservação, que alertam para os potenciais impactos sobre ecossistemas marinhos sensíveis.
O administrador do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, Armando Nguenha, defende que as actividades de exploração de hidrocarbonetos e conservação da vida marinha não devem coexistir em áreas próximas, devido aos riscos ambientais associados.
Segundo o responsável, operações como a prospecção sísmica podem interferir directamente nos sistemas de comunicação dos animais marinhos, com consequências potencialmente graves para espécies como tubarões, baleias e outras formas de vida dependentes da estabilidade do ecossistema.
“Há certas actividades que não são compatíveis. Numa mesma área não podemos fazer duas actividades incompatíveis. A prospecção sísmica, se acontecer perto dos limites do parque, pode ter resultados muito negativos, porque o som transmitido na água chega muito mais longe e pode afectar a vida marinha”, afirmou.
O administrador alertou ainda que alterações no ambiente acústico do oceano podem provocar o afastamento ou desaparecimento de espécies sensíveis, comprometendo o equilíbrio ecológico da região. “Se a acalmia não existir, vamos ter um resultado contrário ao princípio da conservação”, acrescentou.
Apesar das preocupações, Armando Nguenha admite que, caso o projecto avance, será essencial assegurar medidas rigorosas de mitigação dos impactos ambientais. Segundo o responsável, a exploração deverá ser acompanhada por tecnologias e práticas que minimizem os riscos para os ecossistemas.
“É preciso investir na mitigação. Existem formas de reduzir os impactos e é importante usar as melhores técnicas disponíveis”, referiu.
O projecto de prospecção está previsto para áreas próximas de importantes zonas de conservação, incluindo o Santuário Bravio de Kewene e a Reserva Nacional de Pomene, o que mantém o debate em torno do equilíbrio entre desenvolvimento económico e preservação ambiental.
As autoridades e gestores ambientais continuam a acompanhar o processo, numa altura em que cresce a pressão para conciliar o potencial energético da região com a protecção de um dos mais importantes ecossistemas marinhos do país.

“ DIGA NAO ENSAIO SISMICO ….Proteger Bazaruto”
As concessões atribuídas à Chinese National Offshore Oil Corporation (CNOOC) abrangem as áreas offshore Save (S6-A e S6-B) e Angoche (A6-G, A6-D e A6-E), com participação conjunta da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH). Os contratos correspondentes foram aprovados pelo Conselho de Ministros a 26 de Março de 2024 e assinados no mesmo ano, mas sem ainda terem avançado para a fase de perfuração.
As comunidades em contacto com o Moz24h trajadas de camisetas com palavras e ordem “ DIGA NAO ENSAIO SISMICO ….Proteger Bazaruto” pós aos homens da inteligência mais preocupados com a origem das camisetes e não a preocupação das comunidades.
“Os homens da inteligência do governo anda por aí a fazer perguntas sobre as camisetes que são do tempo da Sasol. Todo o mundo já passou por isso antes. Não há camisetes novas. Pessoas a regressar para a terceira reunião em seis anos. Às 9h mudaram o local para outra sala de conferências
47 membros da comunidade de Quewene, 40 da Ilha de Benguerra 71 do continente.
Todos os PCC. Estamos todos à espera que a reunião comece. Facilmente 250 pessoas nesta sala https://moz24h.co.mz/vilanculos-em-polvorosa-diga-nao-ensaio-sismico-proteger-bazaruto-da-cnooc/
O jornal Moz24h vem reportando sobre esta situação Haiyu Mining “esta abrir mina sem licença Ambiental em Inhambane” e um Porto de incertezas!
Segundo denuncia em nota enviada ao Moz24h residentes de Inhambane, acusam a mineradora chinesa que se dedica a exploração de areais pesadas de estar a violar a lei por esta abrir uma mina sem a devida licença Ambiental .
Haiyu esta abrir uma nova mina na lado do Inhambane. Sem licença ambiental. sem consulta às comunidades. esta é a mesma área onde a cidade petroquímica está sendo proposta. Esta é uma das únicas duas áreas restantes em Moçambique, onde a floresta costeira de Miombo ainda alcança o mar. Bem ao lado do Santuário também. https://moz24h.co.mz/a-haiyu-mining-abre-mina-sem-licenca-ambiental-em-inhambane/
Ainda quarta- feira ultima segundo fontes no local ,membros das comunidades locais afetactadas realizaram uma manifestação durante três dias, com bloqueia da estrada exigindo emprego a mineradora que prometera ‘ mais de mil empregos, a ocupação da zona do lago, onde já não temos acesso.” Disseram membros da comunidade.