Por Quinton Nicuete
A destruição da ponte sobre o rio Muaguide, na aldeia de Miriangone, posto administrativo de Metoro, no distrito de Ancuabe, continua a comprometer a circulação de pessoas e bens, três anos após a sua queda provocada pelo ciclone Chido.
A equipa de reportagem esteve no local e constatou as dificuldades enfrentadas diariamente por residentes e utentes da via que liga Metoro-Ancuabe Sede vice-versa. No terreno, viaturas são obrigadas a recuar por falta de condições de travessia, como relatou um automobilista que seguia de Metoro a vila de Ancuabe e teve de regressar ao ponto de partida por não conseguir atravessar o rio.

Sem ponte e sem alternativa segura, a população recorre a soluções improvisadas. Moradores organizam-se para ajudar na travessia de pessoas e motorizadas, carregando os meios de transporte manualmente de um lado ao outro do rio.
O serviço, no entanto, tem custos. Para atravessar, os utentes chegam a pagar cerca de 50 meticais por motorizadas de menor cilindrada e até 100 meticais para motos de maior porte, além de despesas adicionais com combustível, que podem atingir 150 meticais por trajecto. No total, o custo da deslocação aumenta significativamente para quem precisa de circular entre Metoro e outras zonas do distrito num troço de cerca 18 quilómetros.
Além do impacto financeiro, o problema prolonga o tempo de viagem e limita o acesso a serviços básicos, mercados e unidades de saúde. Para contornar a situação, alguns cidadãos são obrigados a usar rotas mais longas, passando por Silvia-macua – Nacuassa – Ancuabe-sede, tanto para chegar a Metoro como à sede distrital.
Moradores afirmam que, antes da destruição da ponte, a ligação era directa e permitia maior fluidez no transporte de pessoas e mercadorias. Actualmente, o cenário é de isolamento parcial e dificuldades constantes.

A população apela à intervenção urgente das autoridades distritais e provinciais para a reconstrução da ponte e reposição da ligação, considerada vital para a mobilidade e o desenvolvimento local.
Enquanto isso, comunidades continuam a viver entre improvisos e custos elevados, numa situação que se arrasta há anos sem solução definitiva. (Moz24h)

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