Por Quinton Nicuete
As taxas de matrícula nas escolas secundárias de Cabo Delgado continuam a ser cobradas sem critérios uniformes e sem limites claros, numa situação que expõe falhas de supervisão do Governo provincial e agrava o sofrimento de famílias já afectadas pela pobreza, deslocamentos forçados e instabilidade armada.
O governador da província, Valige Tauabo, pronunciou-se esta semana após semanas de denúncias públicas, mas o discurso ficou aquém das expectativas da população. Em vez de anunciar medidas concretas, limites máximos ou a suspensão imediata das cobranças consideradas excessivas, o governante limitou-se a anunciar a criação de uma comissão para “analisar” o problema.
Segundo Tauabo, apenas os alunos da 1.ª à 9.ª classe estão isentos do pagamento de matrícula, enquanto os estudantes da 10.ª à 12.ª classes continuam sujeitos a taxas definidas por cada conselho de escola. Na prática, esta autonomia tem resultado numa disparidade extrema de valores, com escolas a cobrarem entre 850 e 950 meticais, enquanto outras, sobretudo na cidade de Pemba(Moz24h)

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