Segundo a diplomata, o reforço da cooperação torna-se essencial num contexto em que Moçambique e a África do Sul enfrentam fenómenos climáticos extremos, com impactos humanos e materiais significativos, o que exige respostas conjuntas mais eficazes, coordenadas e sustentáveis.
Maria Gustavo falava esta terça-feira (20), após ter sido recebida pela presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa. O encontro serviu para reafirmar o posicionamento de Moçambique no domínio da produção legislativa em defesa dos interesses dos moçambicanos na diáspora.
“Esta questão não afecta apenas Moçambique. A própria África do Sul está a ser assolada pelas cheias”, afirmou a alta comissária de Moçambique na África do Sul, sublinhando que já existe apoio por parte do país vizinho, nomeadamente através da disponibilização de um helicóptero para operações de assistência humanitária e uma equipa especializada de busca e salvamento para apoiar na resposta à emergência.
Num segundo momento, Maria Gustavo defendeu que é necessário ir além do apoio pontual. “Teremos de fazer um pouco mais e falar sobre como podemos trabalhar em conjunto quando há crises, sobretudo neste período do ano, em que estas situações afectam com frequência Moçambique”, referiu.
De acordo com dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, o número de mortos na presente época chuvosa subiu para 114. Registam-se ainda seis pessoas desaparecidas, 99 feridas e um total de 645 781 pessoas afectadas, correspondentes a 122 863 famílias. Em todo o País, contabiliza-se igualmente a destruição parcial de 11 233 casas e total de 4883 habitações.
Fonte: Rádio Moçambique (RM)

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