A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) inicia esta quarta-feira (12) ligações directas entre a Beira e as regiões Centro e Norte do País, reforçando o papel da capital de Sofala como “ponto estratégico” da rede doméstica da companhia estatal.
Segundo um comunicado citado pela Lusa, para assegurar as novas rotas, a transportadora de bandeira já posicionou uma aeronave na cidade da Beira. A partir desta quarta-feira, a aeronave vai garantir ligações interprovinciais com Tete e Quelimane, no centro, e com Nampula, Pemba e Nacala, no norte de Moçambique.
Segundo a LAM, a iniciativa pretende reforçar as ligações entre as províncias e facilitar a mobilidade de passageiros, empresários e cidadãos em geral. A medida deverá também reduzir a necessidade de escalas noutras cidades nas viagens entre o centro e o norte.
“A iniciativa enquadra-se no processo de reestruturação da LAM e no reforço gradual da conectividade aérea nacional, posicionando a cidade da Beira como um novo ponto estratégico da rede doméstica da companhia”, lê-se no comunicado.
A companhia acrescentou que as novas rotas deverão aproximar diferentes regiões do País e melhorar a circulação de pessoas e bens. Ao mesmo tempo, a medida consolida a Beira como um centro operacional relevante para as ligações aéreas nacionais.
O reforço da operação ocorre numa fase de reestruturação da LAM, depois de vários anos marcados por problemas operacionais relacionados com uma frota reduzida e falta de investimento. No final de Julho, a companhia recebeu duas aeronaves que estavam na África do Sul para intervenção técnica e anunciou que ambas estavam prontas para retomar as operações.
No âmbito da reestruturação, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) aprovou, em 2025, a aquisição de 25,2% do capital social da LAM. A operação foi seguida pela Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) e pelos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), cada um com 15,4%.
De acordo com a Conta Geral do Estado (CGE) de 2025, a HCB aprovou um investimento de 36 milhões de dólares na operação e participou na criação da Fly Moz, entidade que tem o “objectivo de garantir financiamentos à LAM”. A Emose aprovou, por sua vez, um investimento de 22 milhões de dólares, passando a deter 15,4% da estrutura accionista, participação idêntica à dos CFM. (DR)

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