
O jornalista investigativo moçambicano Quinton Nicuete foi anunciado vencedor e distinguido internacionalmente pela Merck Foundation durante a “CEO Media Recognition Awards 2025 Ceremony for ‘More Than a Mother’ & ‘Diabetes and Hypertension’”, uma cerimónia virtual dirigida pela Senadora Dr.ª Rasha Kelej, CEO da Fundação Merck e Presidente da campanha “More Than a Mother”.
Quinton Nicuete venceu o Prémio de Jornalismo “Mais do que uma Mãe”, na categoria de imprensa online, através do artigo “Educação Sob Ataque: Meninas de Cabo Delgado Entre Sonhos e Terror”, publicado na plataforma digital Moz24h.
O jornalista foi oficialmente homenageado durante a cerimónia internacional de reconhecimento da Fundação Merck, evento que distinguiu cerca de 120 vencedores provenientes de países de África, Ásia e América.
Na comunicação enviada ao jornalista antes da cerimónia, a Fundação Merck informou que o seu trabalho foi “muito apreciado pelo Comité de Prémios da Mídia da Fundação Merck”, confirmando igualmente a sua integração na Rede de Antigos Alunos da Fundação Merck.
Após o anúncio da vitória, Quinton Nicuete afirmou receber a distinção com profunda gratidão, humildade e sentido de responsabilidade.
“Ser distinguido na categoria de imprensa online representa não apenas uma conquista pessoal, mas também uma vitória para todas as meninas de Cabo Delgado que continuam a sonhar com educação e esperança, mesmo em meio ao medo e à violência”, declarou.
O jornalista dedicou o prémio às comunidades afectadas pelo conflito armado em Cabo Delgado, às meninas que aceitaram partilhar os seus testemunhos e aos profissionais da comunicação social que trabalham em contextos de risco para dar voz às populações vulneráveis.
Quinton Nicuete tem vindo a destacar-se no jornalismo investigativo moçambicano, sobretudo na cobertura do terrorismo, deslocamentos forçados, direitos humanos e impacto social do conflito armado em Cabo Delgado.
Em 2025, o jornalista participou na African Investigative Journalism Conference 2025 (AIJC2025), realizada em Joanesburgo, África do Sul, considerada uma das mais importantes conferências africanas dedicadas ao jornalismo investigativo.
No mesmo ano, frequentou uma formação avançada em jornalismo financeiro e ilícitos financeiros promovida pelo Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), com financiamento da Thomson Reuters Foundation, em Maputo.
Ainda em 2025, participou numa formação especializada sobre prevenção do recrutamento e uso de crianças em conflitos armados e direitos humanos em Cabo Delgado.
Entre os trabalhos de destaque da sua carreira está também o artigo investigativo “Será que o diálogo é uma solução para a guerra de guerrilha em Moçambique?”, no qual defende que “embora as ações militares tenham contido a expansão territorial, soluções duradouras exigem diálogo”.
Outro jornalista moçambicano distinguido pela Fundação Merck foi Hugo Firmino, correspondente na província de Inhambane e vencedor na categoria de televisão. Após o anúncio da premiação, Hugo Firmino agradeceu publicamente dizendo “Khanimano”, expressão de gratidão na sua língua materna, prometendo continuar comprometido com o jornalismo.
O reconhecimento internacional da Fundação Merck surge numa altura em que jornalistas moçambicanos ganham maior visibilidade em matérias ligadas à investigação, direitos humanos, saúde pública e impacto social dos conflitos armados em África. (Moz24h)

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