Cinco militares ficaram feridos durante uma operação dos Fuzileiros Navais da Marinha de Guerra de Moçambique, que resultou na morte de três alegados terroristas, na captura de um suspeito e no afundamento de uma embarcação no distrito de Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado, segundo informações divulgadas pela Integrity Magazine.
A operação teve início a 17 de Outubro de 2026 e contou com a participação de duas companhias de Fuzileiros Navais, apoiadas pela Esquadrilha Naval de Pemba. De acordo com a publicação, a intervenção foi desencadeada após informações sobre a possível movimentação de elementos armados por via marítima, levando as forças governamentais a intensificar as acções de vigilância e patrulhamento ao longo da costa e nas zonas insulares do distrito.
Segundo os dados citados pela Integrity Magazine, alguns dos elementos armados terão tentado escapar por via marítima, abandonando equipamentos e outros materiais durante os confrontos. Do lado das forças governamentais, cinco militares ficaram feridos e foram evacuados para a cidade de Pemba, onde deveriam receber assistência médica.
A operação evidencia a importância da vigilância marítima no combate à insurgência armada em Cabo Delgado, uma província com uma extensa linha costeira, ilhas e canais de navegação que podem facilitar a circulação de pessoas e materiais. O controlo destas áreas constitui um desafio para as forças de segurança, sobretudo perante a possibilidade de utilização de embarcações para o transporte de combatentes, armamento e abastecimentos.
A coordenação entre os Fuzileiros Navais e a Esquadrilha Naval de Pemba integra os esforços das Forças Armadas de Defesa de Moçambique para limitar a movimentação dos grupos armados e reforçar a segurança nas comunidades costeiras. Estas operações assumem particular relevância numa região onde muitas famílias dependem da pesca e do transporte marítimo para a sua subsistência.
Os resultados da intervenção foram divulgados pela Integrity Magazine, com base em informações operacionais atribuídas às autoridades militares. Os dados disponibilizados não incluem, contudo, elementos adicionais que permitam confirmar de forma independente o balanço da operação ou esclarecer a identidade do suspeito capturado. (Moz24h)