A reabilitação da estrada N301, no troço Matambo–Marara, com uma extensão total de 117 quilómetros, está envolta em suspeitas de irregularidades relacionadas com a fiscalização das obras, segundo fontes próximas e directamente ligadas ao projecto.
A empreitada foi dividida em três lotes. O Lote 1, com cerca de 50 quilómetros, está a ser executado pela empresa China Henan International Cooperation Group (CHICO), enquanto os Lotes 2 e 3 foram adjudicados à empresa JJR, de origem portuguesa.
De acordo com dados do contrato, o Lote 1 está avaliado em cerca de 2.311.706.904,93 meticais, incluindo IVA, valor que corresponde apenas a essa primeira fase da obra. O prazo inicial de execução estava fixado em 12 meses, mas acabou por ser prorrogado até agosto, devido a ajustes no cronograma dos trabalhos.
Fontes próximas das obras indicam que a fiscalização técnica estava inicialmente a cargo da empresa COTOP, responsável por acompanhar a qualidade da execução. O projecto é financiado pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e tem como dono da obra a Administração Nacional de Estradas (ANE).
Segundo as mesmas fontes, a COTOP vinha realizando um trabalho considerado rigoroso, identificando falhas relacionadas com a qualidade dos materiais e da execução das obras. No entanto, após o aumento da pressão técnica e a identificação de irregularidades, teriam surgido tensões no seio do projecto.
De acordo com as denúncias, a empresa fiscalizadora terá sido afastada do processo, numa decisão que está a levantar dúvidas entre alguns técnicos envolvidos na empreitada.
As mesmas fontes afirmam ainda que a fiscalização deverá passar para uma nova empresa estrangeira, cuja experiência na supervisão de obras rodoviárias é considerada limitada, situação que está a gerar preocupações sobre a qualidade final da reabilitação da estrada.
Contudo, há o outro lado oposto que afirma que a COTOP não é de confiança “Empresa de chefes ou Ex chefes da ANE e sempre ganharam concursos de fiscalização, mesmo sem concorrer”.
A estrada N301 (Matambo–Marara) é considerada uma via estratégica para a mobilidade regional e para o transporte de pessoas e mercadorias. Diante das denúncias apresentadas por fontes ligadas à obra, cresce a expectativa de que as entidades responsáveis esclareçam os contornos das decisões tomadas no processo de fiscalização. Esta instalado o caos!(Moz24h)

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