Com o início do novo ano, os países africanos com exposição limitada à dívida junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) beneficiam de uma vantagem discreta, mas significativa.
Num contexto em que muitos Governos enfrentam inflação, pressão cambial e condições financeiras globais restritivas, um baixo nível de endividamento junto do FMI proporciona maior flexibilidade política, credibilidade económica e margem para a expansão.
As experiências recentes em todo o continente demonstram que, embora o apoio do Fundo possa ser útil em momentos de crise, limitar a dependência do seu financiamento coloca frequentemente os países numa posição mais favorável no arranque de um novo ciclo económico. Os países com dívida reduzida ao FMI mantêm maior autonomia sobre as políticas orçamental e monetária.
Sem as rigorosas condicionalidades do FMI, os Governos dispõem de maior margem para elaborar orçamentos, subsídios e políticas económicas baseadas na realidade local, em vez de referenciais externos.
Esta flexibilidade permite aos Governos reagir mais rapidamente a choques como a volatilidade dos preços dos combustíveis, a inflação alimentar ou as flutuações cambiais, em vez de aguardarem aprovações ou revisões de programas do FMI, que exigem frequentemente cortes na despesa, eliminação de subsídios ou aumentos de impostos.
Os países com baixa dívida ao FMI têm menor probabilidade de enfrentar pressões imediatas para adoptar medidas de austeridade que onerem os consumidores.
Isto dá aos Governos maior espaço para proteger a despesa social em áreas como saúde, educação e protecção social direccionada, aliviando o custo de vida da população numa altura crítica do ano, quando as despesas familiares tendem a aumentar.
Além disso, um baixo endividamento junto do FMI implica menos compromissos externos de reembolso que drenam as finanças públicas.
Os Governos podem utilizar uma maior parte das receitas para financiar infra-estruturas, iniciativas de desenvolvimento e estímulos económicos, em vez de as canalizar para o serviço da dívida.
No início do novo ano, esta margem orçamental reforça a credibilidade fiscal e permite investir em sectores que promovem o crescimento, como energia, transportes, agricultura e infra-estruturas digitais.
Os países com fraca exposição ao FMI são frequentemente considerados detentores de fundamentos macroeconómicos mais sólidos.
Um baixo nível de dívida ao FMI indica um controlo rigoroso do endividamento, reservas mais elevadas e uma melhor gestão orçamental, factores atractivos para investidores estrangeiros e agências de notação financeira.
Abaixo, os países africanos com a menor dívida ao FMI no início do novo ano, de acordo com dados da instituição.

Fonte: Business Insider Africa

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