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Ciclone Chido: Mais de 200 Mil Clientes Sem Electricidade em Nampula e Cabo Delgado

This handout photograph taken and distributed by UNICEF on March 12, 2023 shows people walking along a street damaged by the impact of Cyclone Freddy in the city of Quelimane. – Tropical cyclone Freddy, which made landfall in Mozambique overnight from March 11, 2023 to March 12, 2023 for the second time in two weeks, killed at least one person on its return and displaced dozens, according to an initial report from local authorities on March 12, 2023. Freddy had already killed 10 people in the southern African country during his first visit at the end of February and 17 in total in Madagascar where he also struck twice, describing a looping trajectory rarely known to meteorologists. (Photo by Alfredo ZUNIGA / UNICEF / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE – MANDATORY CREDIT “AFP PHOTO /UNICEF/Alfredo Zuniga ” – NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS – DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS

AElectricidade de Moçambique (EDM) informou que mais de 200 mil clientes estão sem corrente eléctrica nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, Norte de Moçambique, devido aos efeitos da passagem do ciclone Chido, salientando que a situação se verifica desde a noite de sábado, 14 de Dezembro.

Em termos específicos, a instituição descreveu que os locais mais afectados são os distritos de Mecufi, Metuge, Macomia, Quissanga, Ilha do Ibo, Muidumbe, Mueda, Nangade, Palma, Mocímboa da Praia, Chiúre, Ancuabe, Montepuez, Namuno e Meluco, além da cidade capital de província, Pemba, em Cabo Delgado, bem como Eráti e Memba, em Nampula.

“Apesar do mau tempo persistir, dificultando os acessos e as comunicações, os técnicos da EDM estão no terreno a realizar trabalhos de intervenção no equipamento danificado ou com anomalia para permitir o restabelecimento do fornecimento às zonas afectadas o mais breve possível”, garantiu a empresa.

O Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE) avançou que o ciclone tropical intenso Chido, de escala 3, atingiu a zona costeira do Norte de Moçambique na noite de sábado para domingo, salientando que o mesmo “enfraqueceu para tempestade tropical severa”, mas que “continua a fustigar” aquelas duas províncias do norte, com chuvas muito fortes acima de 250 milímetros por hora, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas fortes.

“Este cenário apresenta risco elevado risco de inundações urbanas e erosão nas cidades de Pemba, Nacala e Lichinga, assim como em áreas baixas e ribeirinhas das bacias dos rios Muaguide, Megaruma, Lúrio”, referiu a entidade.

Conforme a Lusaequipas de apoio humanitário das Nações Unidas foram mobilizadas para Cabo Delgado, face à aproximação do ciclone. As autoridades nacionais admitiram na quinta-feira (12), que cerca de 2,5 milhões de pessoas poderão ser afectadas pelo ciclone Chido nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, mas apontaram ainda as províncias de Zambézia e de Tete, no Centro, e Niassa, no Norte, como algumas que poderão ser também afectadas pelo mau tempo.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre Outubro e Abril.

O período chuvoso de 2018-19 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, dois dos maiores de sempre a atingir o País.

Já na primeira metade de 2023, as chuvas intensas e a passagem do ciclone Freddy provocaram 306 mortos, afectaram mais de 1,3 milhão de pessoas, destruíram 236 mil casas e 3200 salas de aula, de acordo com dados oficiais do Governo. (DE)

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