O ex-comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, foi ouvido ontem, segunda-feira, 7 de julho, na Procuradoria-Geral da República (PGR), na sequência de uma denúncia apresentada pelo Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), em 26 de novembro de 2024. A denúncia foi dirigida contra o Comando-Geral da PRM, então liderado por Bernardino Rafael, e contra o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), representado por Nelson Valente Rego.
Bernardino Rafael chegou às instalações da PGR por volta das 08h00 e deixou o local pouco depois das 16h00. Nenhum jornalista conseguiu avistá-lo. O antigo número um da PRM utilizou a porta dos fundos para entrar e sair do edifício, numa estratégia para evitar o contacto com a imprensa, que aguardou durante oito horas no local.
Segundo informações apuradas, Bernardino Rafael não está formalmente acusado de nenhum crime, e até ao momento não lhe foi aplicada qualquer medida de coação por parte do Ministério Público (MP).
O CDD considera a audição um passo relevante no caminho para a responsabilização pelas violações massivas e históricas de direitos humanos cometidas durante os protestos pós-eleitorais.

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