Por Estacio Valoi
Brutalidade e o pedido de desculpa das FDS em Cabo Delgado.
Após inúmeras denúncias de execuções de pescadores civis pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS), na província de Cabo Delgado nos distritos do Ibo (8 de Setembro de 2025), Quissanga (Setembro de 2025) e Pangane, em Macomia (Julho de 2025), o Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) recebeu, na terça-feira, 18 de Março, uma nova denúncia relativa a uma acção ocorrida no dia 15 de Março, envolvendo três embarcações de pescadores na zona de Kalungo, a cerca de 20 km do distrito de Mocímboa da Praia. A alegada acção terá culminado na execução de 17 pescadores, no desaparecimento de 13 e no ferimento grave de três outros.

Segundo o Jornal Zitamar as forças de defesa e segurança de Moçambique, confrontadas com a ira e a desconfiança da população devido ao aumento do número de vítimas civis pediram desculpa pela morte de, pelo menos, 13 pescadores no mar ao largo de Mocímboa da Praia, admitindo a responsabilidade pelo massacre perpetrado pela Marinha.
O pedido de desculpa foi feito numa reunião comunitária realizada na quarta-feira, 25 de março, em Nabubussi, na capital do distrito de Mocímboa da Praia, os comandantes militares e policiais reconheceram o seu papel no incidente de 15 de março, quando tropas da marinha abriram fogo contra seis barcos de pesca perto da aldeia de Kalugo, matando pelo menos 13 pessoas.
Apesar das forças de segurança admitirem o seu papel no tiroteio mortal no mar, mas enfrentam a ira e a desconfiança da população, num contexto de aumento do número de vítimas civis.
Segundo fontes em Mocimboa contactadas pelo Moz24h confirma que “ houve reunião , falaram sobre a saída do Ruanda e disseram que ‘e preciso reforçar a vigilância, mas sai no meio da reunião.”
“Sim fizeram reunião. Pediram desculpas. Era meles que mataram. Ate usaram aquela roupa de Al-shabab para não serem reconhecidos mas eram os nossos militares. Ate la no hospital pessoas confirmaram.”Disse outra fonte em Mocimboa da Praia.
Outra fonte relatou que o acutal cenário em Mocímboa da Praia continua nebuloso “ Mataram muitas pessoas , barco inteiro. Sim houve essa reunião mas o que disseram não percebi. La em Milamba. Mesmo depois dessa reunião as pessoas estão a mudar-se dessa aldeia onde mataram pescadores. Todas as pessoas estão sair. Ninguém quer ficar la.. Tinham ficado poucas pessoas mas estamos a ouvir que se muitas pessoas ficarem la na aldeia vão matar mais. Muitas pessoas , a partir de antes de ontem ate ontem muitas pessoas estão a sair de Kalugo para Milamba e outros lados. Ate agora não apanharam nenhum cadáver”Disse a fonte em Mocímboa. (Moz24h

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