Moçambique tem enfrentado uma escassez persistente de moeda estrangeira (divisas) com um atraso acumulado significativo nos pagamentos externos, sobretudo a partir de 2024. Entretanto, dados oficiais indicam que desde 2021 a taxa de câmbio tem estado a exibir uma certa estabilidade, cuja determinação parece artificial, desalinhada das condições do mercado. A restrição de moeda estrangeira e a estabilidade artificial da taxa de câmbio pode ter estado a produzir efeitos macro-ficais negativos, com destaque para o declínio do nível de actividade económica, para a limitação de importação de bens e serviços, para a elevação do nível geral de preços, para o agravamento do défice fiscal e para o aumento da dívida pública.
Neste contexto, este artigo procura analisar empiricamente os impactos macro-fiscais relevantes associados à escassez persistente de divisas e à taxa de câmbio, tomando Moçambique como um estudo de caso.

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