Por Marcelo Mosse
Waldemar de Sousa é o novo Governador do Banco de Moçambique mas…
Como fica a acusação que lhe pesa no quadro das “dívidas ocultas”?
Carreirista no BM, onde chegou a administrador (corrido por Rogério Zandamela a dois anos do término do seu último mandato, Waldemar (cultor da abertura comunicativa com os “media” e a opinião pública) foi hoje nomeado pelo Presidente Daniel Chapo para o cargo.
Ele regressa a uma casa onde conhece todos seus cantos e recantos mas há uma questão que deve ser clarificada urgentemente pelo Tribunal Administrativo. Esta nomeação esbarra com um processo movido pelo Ministério Público (nos tempos de Beatriz Buchile, hoje assessora do Presidente Chapo) contra antigos dirigentes do BM (Ernesto Gove, Joana Matsombe e Waldemar Sousa). Foram acusados da prática de infracções financeiras no quadro das “dívidas ocultas”. A acusação foi tramitada junto do TA mas a antig Presidente deste órgão Lúcia Maximiano nunca chegou a dar instruções sobre o mesmo, criando campo para a suspeita, designadamente a suspeição segundo a qual o processo contra os três foi “enterrado.
Hoje, uma fonte autotizada do TA, agora dirigido por Ana Maria Gemo, num contacto com “Carta” rejeitou a suspeição. Disse que o processo está em curso. Se é isso, como ficamos? O PR nomeou um arguido suspeito de infracções financeiras para dirigir justamente a entidade onde esse crime terá sido cometido?
Eis o que diz uma pesquisa google com IA sobre Waldemar de Souza:
Waldemar de Sousa é arguido e foi formalmente acusado no âmbito de um processo autónomo das “dívidas ocultas” em Moçambique.O antigo administrador do Banco de Moçambique responde por suspeitas de envolvimento na viabilização e contratação irregular da dívida externa de cerca de 2 mil milhões de dólares sem a devida autorização do Parlamento.
Detalhes do Estatuto de Waldemar de Sousa no Caso: Processo Autónomo: Waldemar de Sousa não foi julgado no processo principal (onde foram condenados 19 réus). A sua responsabilidade é tratada numa investigação e pronúncia separadas geridas pelo Ministério Público.
Acusação Coletiva: Foi acusado conjuntamente com outros antigos decisores do banco central, nomeadamente o ex-governador Ernesto Gove e a ex-administradora Joana Matsombe.
Papel do Banco de Moçambique: A acusação foca-se na emissão de pareceres técnicos que permitiram ao Estado moçambicano contrair os empréstimos junto do grupo Privinvest.
Exclusão como Declarante: Devido à sua condição legal de arguido no processo conexo, o juiz Efigénio Baptista decidiu em 2022 retirar Waldemar de Sousa da lista de declarantes do julgamento principal, uma vez que um arguido não pode ser obrigado a testemunhar sobre factos que o possam incriminar. ( Facebook)

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