O secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, apelou à cautela na procura de recursos e à adopção de práticas seguras. “É verdade que devemos procurar o sustento, mas isso tem de ser feito com base em regras e comportamentos que evitem situações como estas, de mortes”, afirmou o governante.
Segundo Lourenço Lindonde, a mina já tinha registado nas últimas semanas dezenas de mortos devido à mineração ilegal. “O recente incidente resultou em dez mortos e no resgate de cinco pessoas, três das quais encontram-se em estado grave”, disse, lembrando que a exploração deve ser feita com equipamentos adequados e respeitando as normas do Estado.
O secretário de Estado reforçou a importância de os garimpeiros se organizarem e contribuírem com impostos. “Encorajamos as pessoas que se dedicam ao garimpo a respeitarem as regras que regulam a mineração, não só na província de Manica, mas em todo o País”, sublinhou Lourenço Lindonde, apelando à disciplina e ao respeito pelas normas legais.
Por seu turno, governadora de Manica, Francisca Tomás, lamentou o incidente e apelou a uma mineração sustentável. “Queremos transmitir o nosso pesar e dar força às famílias enlutadas, apelando a todos os garimpeiros, especialmente os mineradores artesanais, para que exerçam a actividade de forma sustentável, evitando mais mortes na nossa província”, acrescentou.
Incidentes na mesma mina já tinham ocorrido este ano. A 16 de Janeiro, três garimpeiros morreram por asfixia num incidente com um gerador, conforme informou o ministro da Defesa, Cristóvão Chume. No dia 8 de Janeiro, uma pessoa morreu e outras duas ficaram gravemente feridas num desabamento, segundo fonte do Hospital Provincial de Manica.
O desabamento deste sábado ocorreu quando mais de 100 pessoas invadiram a mina para explorar recursos, mas apenas três feridos, todos homens, deram entrada no Hospital Provincial de Manica. Estes incidentes sucedem num contexto de suspensão das actividades mineiras pelo Governo, com o objectivo de travar a erosão e o arrastamento de terras causados pela exploração desordenada.
Fonte: Lusa

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