Por Quinton Nicuete
Venâncio Mondlane denunciou, este domingo, o alegado assassinato de 56 membros e apoiantes do projecto político ANAMOLA em diferentes pontos de Moçambique, na sequência da morte a tiro de Anselmo Vicente, coordenador do movimento na cidade de Chimoio, província de Manica.
A denúncia foi feita durante uma transmissão em directo na página oficial de Venâncio Mondlane no Facebook, onde o político manifestou preocupação com o que considera ser uma onda de perseguição e violência contra membros do seu projecto político.
O mais recente caso ocorreu na noite de sábado, quando Anselmo Vicente foi mortalmente baleado em Chimoio, centro do país.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou o homicídio, explicando que a vítima foi atacada quando regressava de uma reunião partidária acompanhado de outro membro do ANAMOLA.
Face ao sucedido, Mondlane decretou três dias de luto nacional partidário a partir desta terça-feira e apelou aos simpatizantes para se vestirem de preto no primeiro dia, como forma de protesto e homenagem às vítimas.
O político convocou igualmente um minuto de silêncio às 13 horas, acompanhado da entoação do hino nacional e do toque de apitos em memória dos apoiantes mortos.
Segundo Venâncio Mondlane, a iniciativa não visa promover manifestações de rua, mas sim uma acção “pacífica e silenciosa” em homenagem às vítimas e contra a violência política no país.
Até ao momento, as autoridades moçambicanas ainda não se pronunciaram oficialmente sobre os números avançados por Mondlane relativamente às alegadas mortes de membros e apoiantes do ANAMOLA. (Moz24h)

