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TotalEnergies Defende Formação de Mulheres Para Reforçar o Conteúdo Local

Texto: Felisberto ruco

 

A TotalEnergies defendeu que o reforço do conteúdo local em Moçambique depende do investimento na formação e da criação de condições para que mais mulheres participem nos sectores da energia, tecnologia, engenharia e noutras cadeias de valor da economia nacional.

A posição foi apresentada esta quarta-feira (5), em Maputo, por Layla Shemane, representante da TotalEnergies, durante a 4.ª edição da Conferência Mulheres na Economia, promovida pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC).

Segundo a responsável, a formação está intimamente ligada ao desenvolvimento do conteúdo local, uma vez que o fortalecimento das empresas e das competências nacionais exige o envolvimento de todos os segmentos da sociedade. “Não existirá um conteúdo local forte e inclusivo sem investimento na capacitação das pessoas e, quando falamos de capacitação, falamos necessariamente da participação das mulheres”, afirmou.

Layla Shemane defendeu que mais raparigas e mulheres devem ter acesso às qualificações necessárias para aproveitarem as oportunidades criadas pelos grandes projectos e pelo crescimento de sectores estratégicos para o desenvolvimento do País. “Num contexto em que sectores como a energia, a tecnologia e a engenharia ganham cada vez mais relevância para o desenvolvimento do País, é fundamental assegurar que mais raparigas e mulheres tenham acesso às competências que lhes permitam aproveitar as oportunidades que são criadas”, declarou.

No âmbito dos programas apoiados pela TotalEnergies e pelos parceiros do Projecto Mozambique LNG, Layla Shemane indicou que 48% dos 105 estudantes bolseiros que beneficiaram de formação superior em França são mulheres. Em Cabo Delgado, acrescentou, 2544 jovens foram formados através do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) e do Instituto Industrial e Comercial de Pemba, sendo 46,5% dos beneficiários mulheres.

Apesar dos progressos alcançados, a responsável advertiu que a formação, por si só, não é suficiente, defendendo a criação de condições que permitam transformar os conhecimentos adquiridos em oportunidades concretas de emprego, empreendedorismo, liderança e participação nos processos de decisão. “O verdadeiro objectivo não é apenas formar mulheres. É criar condições para que esta formação se traduza em emprego, empreendedorismo, liderança e participação efectiva na economia”, sublinhou.

Para a TotalEnergies, os grandes projectos representam uma oportunidade para desenvolver competências nacionais, reforçar a capacidade das empresas moçambicanas e aumentar a participação dos fornecedores locais.

Continuam a existir barreiras no acesso das mulheres à educação, ao financiamento, à tecnologia e às oportunidades económicas

Para Layla Shemane, este episódio demonstra que o impacto de iniciativas desta natureza não se mede apenas pelo número de participantes ou pela qualidade dos debates realizados durante o evento. “O verdadeiro sucesso de iniciativas como esta não se mede apenas pelo número de participantes ou pela qualidade dos debates. Mede-se pela capacidade de inspirar, de deixar marcas e de continuar a ecoar muito para além desta sala”, afirmou.

No final da intervenção, a TotalEnergies reafirmou o compromisso de continuar a apoiar iniciativas de formação, diversidade e inclusão económica, defendendo que as mulheres devem dispor de condições não apenas para participar, mas também para competir, liderar e prosperar. “Se queremos uma economia mais forte, mais competitiva e mais inclusiva, precisamos de garantir que as mulheres não apenas participem, mas que tenham todas as condições para aprender, competir, liderar e prosperar”, concluiu.

Sobre o evento

A 4.ª edição da Conferência Mulheres na Economia decorre em Maputo e reúne representantes do Governo, do sector privado, da academia, da sociedade civil e de instituições ligadas à energia, tecnologia e desenvolvimento.

O programa inclui painéis dedicados ao papel das mulheres na economia, com a participação de Emília Nhalevilo, reitora da Universidade Púnguè, Elma dos Santos, especialista em engenharia de reservatórios, Djamila Carvalho, especialista em desenvolvimento internacional e mobilização de recursos, Rudêncio Morais, presidente do Conselho de Administração da ENH, Edna Simbine, gestora de conteúdo local na TotalEnergies, e Shelzia Mucavele, CEO da Rovuma Tech, Lda. (DR)

 

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