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Separatistas Malianos: Frente de Libertação de Azawad desfila no sul da Argélia

Um vídeo publicado no sábado, 30 de Maio, na conta na rede social X (antiga Twitter) X da La Revue Afrique mostra combatentes da Frente de Libertação de Azawad (FLA) a desfilar com bandeiras e veículos em Bordj Badji Mokhtar, no sul da Argélia. O vídeo, que pode ser acedido pela hiperligação https://x.com/larevueafrique/status/2060669196099318075?s=46, está a ser interpretado como uma confirmação do apoio de Argel a causa de Azawad.

Na postagem, a La Revue Afrique diz que ‘’este é o primeiro vídeo que documenta oficialmente a presença em solo argelino’’ da FLA. ‘’O desfile público pode também ser interpretado como uma forma de tolerância e apoio do governo argelino ao separatismo de Azawad’’, de acordo com La Revue Afrique.

A Frente de Libertação de Azawad (FLA) é uma organização política e militar no norte do Mali fundada em 30 de novembro de 2024. A organização foi formada após a dissolução do Quadro Estratégico para a Defesa do Povo de Azawad e incluía o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad (MNLA), o Alto Conselho para a Unidade de Azawad (HCUA) e parte do Movimento Árabe de Azawad (MAA) e o Grupo de Autodefesa Tuaregue Imghad e Aliados (GATIA). A organização foi fundada com base em suas demandas pela independência ou autonomia para Azawad.

Azawad é uma região autónoma autodeclarada no norte do Mali, proclamada durante a guerra civil maliana de 2012. As raízes do movimento independentista remontam há décadas. Os tuaregues étnicos lutam por um Estado independente desde o início do século XX. Após a saída dos colonizadores franceses do Mali – então Sudão Francês – em 1960, esta exigência intensificou-se.

Os tuaregues e os árabes ocupam predominantemente o norte do Mali. Têm laços mais estreitos com as populações da Argélia, do norte do Níger e de partes da Mauritânia do que com o povo bambara, que constitui a maioria da população do Mali.

Em 1962, os rebeldes tuaregues começaram a atacar posições governamentais no norte do Mali em ofensivas descoordenadas. A rebelião foi esmagada, obrigando muitos civis a fugir para os países vizinhos e causando ressentimento. As secas no norte, que mataram o gado e afectaram gravemente o estilo de vida nómada do seu povo, aumentaram a revolta.

Em 1990, os rebeldes voltaram a atacar com tuaregues do norte do Níger. Os grupos no Mali eram o Movimento Popular para a Libertação de Azawad (MPLA), fundado por Iyad Ag Ghaly; a Frente Islâmica Árabe de Azawad (FIAA); e os Movimentos e Frentes Unidas de Azawad (MFUA).

A Argélia tem um papel central na crise do Azawad, visto que o Acordo de Paz de Argel, em 1995, foi outrora a base do diálogo entre o governo central de Bamako e os rebeldes tuaregues. Desde que o governo do Mali rasgou o acordo de Argel e iniciou ofensivas, as tensões diplomáticas entre o Mali e a Argélia intensificaram-se.

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