No momento em que entregamos o teu corpo ao pó original, quero prestar a minha homenagem e fazer vénia, recordando e revivendo aquela que, o destino quis, que fosse a tua última batalha política.
Por seres quem eras, isto é, uma personalidade da maior relevância no nosso panorama político, reunindo no mais elevado grau de maturidade, experiência, discernimento, statemanship e leadership, por tudo isso, tinhas um imenso caudal de apoio e influência, dentro e fora do Partido Frelimo, e no plano internacional. Pessoas nessa condição suscitam, inevitavelmente, oposição, aberta ou surda e subterrânea, oposição que actua por todos os meios para retirar do panorama político quem considera inimigo, portanto a abater, porque fora dos seus planos de conquista ou de manutenção do poder.
Cortam, simplesmente, toda e qualquer hipótese de confrontação leal e directa, neutralizando e atirando essas pessoas para as margens, excluindo-as, unilateralmente, senão administrativamente, da competição política. Isso começa no seio dos próprios partidos. Foi assim com Luísa Diogo, desde o Congresso de Muxara, em Pemba.
https://cddmoz.org/wp-content/uploads/2026/01/Requiem-por-Luisa-Diogo-FINAL-.pdf

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