“Tínhamos uma média de 700 crianças envolvidas nestas actividades, mas neste momento há registo de 177, das quais 111 são do sexo masculino e 66 do sexo feminino”, afirmou o director distrital dos Serviços de Saúde, Mulher e Acção Social, Bartolomeu António, citado pela Lusa.
Segundo o responsável, as autoridades locais estão a trabalhar com os encarregados de educação dos menores envolvidos para acabar com esta prática. “Estamos também em coordenação com a Polícia da República de Moçambique (PRM), que está a executar acções de sensibilização no terreno, onde explicamos os riscos do garimpo artesanal.”
A reacção surgiu após denúncias de casos de crianças que estavam a abandonar as escolas na província de Manica para se dedicarem à prospecção artesanal de ouro, deixando os estabelecimentos de ensino quase vazios.
“O Conselho de Ministros decidiu suspender imediatamente todas as licenças mineiras na província de Manica. A suspensão deve ser aplicada de forma global, abrangendo operadores licenciados e os que operam irregularmente, de modo a estancar a degradação e criar um ambiente propício à reorganização institucional para que ocorra uma operação sustentável”, avançou o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, no fim de uma sessão do órgão, em Maputo.
Em causa estava a poluição ambiental na província provocada pela actividade mineira, tendo o Presidente da República, Daniel Chapo, afirmado, a 17 de Setembro daquele ano, que a mineração estava a causar um “desastre ambiental” e admitido a possibilidade de suspensão total da prática. (Lusa)

