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LAM COMPRA AVIÕES AVARIADOS, GASTA 3 MILHÕES/MÊS EM ALUGUER E DEIXA PASSAGEIROS NO CHÃO

Auditoria expõe compra suspeita e frota parada!

Por: Hélio Sendela

A Comissão de Gestão da LAM comprou 3 aviões Bombardier Q400 completamente inoperacionais e agora precisa de 11,6 milhões de dólares para colocá-los a voar. Ao mesmo tempo, gasta mais de 3,1 milhões USD por mês em aluguer de aviões a empresas europeias, enquanto a frota própria apodrece na África do Sul.

Um relatório de Auditoria Interna Extraordinária divulgado esta semana expôs a operação e confirmou que a companhia continua a sangrar dinheiro público enquanto cancela voos e deixa passageiros no chão.

AVIÕES QUE NÃO VOAM
Segundo o Gabinete de Auditoria Interna da LAM, citado pelo CDD, a compra dos Q400 com matrículas C9-AUV, C9-AUW e C9-AUZ foi feita no regime “As Is, Where Is” – no estado em que se encontram e com todas as falhas.

A auditoria concluiu que não houve planeamento. Foi uma “medida intempestiva de gestão de crise” para evitar colapso na auditoria da IATA e arresto por dívidas.
Um dos aviões está com os dois motores danificados. Um motor foi enviado para reparação e até hoje se desconhece o paradeiro.

3 MILHÕES POR MÊS PARA ALUGAR
Enquanto a frota própria está parada, a Comissão de Gestão gasta USD 3.142.808,62 por mês em aluguer.
Deste valor, 2,8 milhões vão para “Fly Air 41 Airways”, “Wind Rose” e “CemAir” e mais 334 mil USD em logística para 63 tripulantes estrangeiros.

A Direção de Aprovisionamento disse aos auditores que recebeu “ordens superiores diretas do CA para avançar com quaisquer operadores europeus disponíveis, independentemente dos preços onerosos”.
Hoje a LAM só tem 2 aviões próprios a voar. Os outros 4 são alugados.

DÍVIDAS E CANCELAMENTOS
Em Junho a LAM ficou sem avião para Lisboa por dívida de 1,4 milhões USD à Euro-Atlantic. Teve que pagar quase 3 milhões de meticais para trazer VIPs de volta. Outros 104 passageiros ficaram no aeroporto.
No mercado interno, 6 voos Maputo-Inhambane-Vilanculos foram cancelados em 1 semana por avarias.

A LAM foi “salva” em 2025, mas continua refém de má gestão. Comprar aviões parados e alugar caro para tapar buraco não é reestruturação. É gestão de crise com dinheiro do Estado. (Moz24h)

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