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Dois supostos agentes da polícia assassinados a queima-roupa em plena via pública na Matola

 

Por Quinton Nicuete

Dois indivíduos, que se presumem ser agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), foram assassinados a queima-roupa na manhã desta quarta-feira, nas imediações do Hospital Geral da Machava, bairro do Infulene, município da Matola.

Segundo Carta de Moçambique, as vítimas seguiam numa viatura ligeira quando foram surpreendidas por um grupo de cerca de cinco homens armados. Um dos homens morreu no interior do veículo, enquanto o outro caiu no passeio. Os autores do crime ainda não foram localizados.

Este episódio ocorre 21 dias após o assassinato do Chefe de Reconhecimento da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), também na Matola, num caso que envolveu mais de 20 disparos. A recorrência de crimes violentos contra presumíveis membros das forças de segurança levanta preocupações sobre a segurança interna e possíveis ligações com redes de crime organizado.

A PRM mobilizou várias unidades para o local, incluindo a Polícia de Proteção, a UIR, o Grupo de Operações Especiais, o Trânsito e o próprio SERNIC, mas até ao momento não avançou com informações sobre os autores ou motivações do crime.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou, esta manhã, a morte violenta de dois dos seus agentes, um da própria corporação e outro do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na zona da Manduca, município da Matola.

Segundo o porta-voz da PRM na Província de Maputo, Cláudio Ngulele, os agentes foram alvejados com 54 tiros à queima-roupa, num ataque brutal que também feriu uma idosa de 78 anos, atualmente sob cuidados médicos no Hospital Provincial de Maputo.

As vítimas, afetadas à 7ª Esquadra da PRM na cidade de Maputo, seguiam num veículo Toyota Auris quando foram interceptadas por três viaturas, um Nissan Juke e duas Toyota Ractis. Os atacantes bloquearam o carro e abriram fogo, matando os agentes no local.

Nguele afirmou que os autores do crime permanecem desconhecidos e que as investigações estão em curso. Questionado sobre uma possível ligação com o assassinato recente de um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) no bairro Nkobe, também na Matola, o porta-voz descartou qualquer relação entre os casos.

Entretanto, há relatos de que câmaras de segurança próximas ao local do crime captaram o ataque. Contudo, surgiram alegações de que a polícia impediu a divulgação das imagens, o que tem gerado inquietação entre familiares das vítimas e populares, que exigem justiça. (Moz24h)

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