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Centro de Saúde da Machava II: Entre a admirável reabilitação e a critica carência de medicamentos

Com a cerimonia de inauguração a principio agendada para próxima segunda-feira, situado no interior do bairro da Machava, o Centro de Saúde da Machava II apresenta um cenário de contrastes marcantes: enquanto a sua recente e admirável reabilitação estrutural testemunha um esforço notável para modernizar as instalações e melhorar as condições de trabalho, uma persistente e crítica carência de medicamentos e material médico-cirúrgico continua a comprometer a plena eficácia da assistência sanitária, gerando apreensão entre utentes e profissionais.

 

Por Estacio Valoi

 

Percorridos mais de cinco quilómetros da estrada em frente ao Hospital Geral Manduca,  mais cerca de oito quilómetros esta o Centro de Saúde da Machava II, entre estes dois pontos, em meio a curvas e contracurvas, chegamos ao referido centro – e, mais adiante, o Estádio da Machava a uns doze quilómetros.

Foto: Estacio Valoi/ CSMachava II

 

Com um revestimento decorativo e protector nas paredes, ainda a cheirar a tinta, denota-se a junção de novas estruturas reabilitadas e outras construídas ou alargadas. Para quem não conhece o Centro, que se encontra oculto pelas fendas evidentes dos muros e estradas, é, contudo, conhecido por vários pacientes oriundos de diversos bairros, não só da Machava, mas até do Município da Matola e de outros locais. Pelo trajecto, tentámos ouvir o ‘Get Up, Stand Up’ de Marley, mas o rádio nada queria, e pior, quando tentámos sintonizar a Rádio Boca (RM), tudo ficou mudo. O ambiente levava-nos a ouvir jazz, a única música audível perante a travagem brusca dos automobilistas que tentavam desviar-se ou se precipitavam crateras adentro, o roncar dos motores que se assemelhava aos gritos dos condutores, a mistura das buzinas e os chapeiros a circularem a alta velocidade.

 

No nosso sentido de direcção, seguindo a parede da Escola Secundária da Machava II, do nosso lado direito, mais adiante entrámos pela direita, numa estrada outrora asfaltada, hoje com o piso de terra batida, quiçá em resultado da chuva ou pelo esquecimento do Município da Matola. À esquerda, a escola primária ligada à referida secundária; adiante, a Procuradoria e a esquadra da polícia. Parámos a viatura do lado direito em frente ao Hospital.

Em frente ao Centro de Saúde encontrámos Célio Amido, de cerca de 24 anos, magro, de estatura média, sentado com duas senhoras. Célio vende material higiénico, como máscaras, enquanto as senhoras expõem os seus bolinhos assados a lenha na panela, dispostos num recipiente transparente, para quem os quiser saborear.

Célio, sentado sobre um pneu posto na horizontal, possivelmente largado por um ‘chapa’ na sua corrida, com as máscaras sobre um banquinho que, ali, arranjou ao longo dos anos — que não são poucos, “há três anos e cerca de quatro meses” no mesmo negócio —, pouco ou muito viu ou sabe sobre o Centro e considera que o mesmo “evoluiu, estamos a ver, a casa está bonita, está diferente, mas não basta a casa ser bonita enquanto por dentro tem furos e temos muitos problemas aqui no Hospital”.

Mas os problemas de ontem, hoje, continuam a apoquentar Célio, que vão desde a falta de medicamentos como principal handicap, e não sabe onde recorrer, porque, como Célio diz: “Às vezes, quando os pacientes vêm, apenas lhes são dadas senhas para farmácias privadas e, acontece que, nas farmácias privadas, o medicamento é caro. Há pessoas que não conseguem, mas o que fazer? Tenho visto alguns a voltarem sem medicamentos; vêm lavar feridas e não há instrumentos. Ora, perante isso, às vezes, apenas nos é dado paracetamol. Os hospitais que temos aqui perto são, por exemplo, o de São Damásio. Eu, por exemplo, sou de Singatela, depois do Patrício Lumumba, tem um hospital, também de São Damásio, que também é um hospital mais próximo de mim e bom. A preocupação, como acabei de dizer, com medicamentos, não sei o quê… Eu acho que abrange todos os hospitais, não apenas este único hospital. Não faz sentido um doente vir aqui em estado grave, apenas receber uma receita e não ter o medicamento. Este Centro é muito frequentado. Pessoas vêm do Hospital Geral da Machava para cá. Este hospital é mais conhecido; muitos vêm de longe, como de Ntenga.” Enquanto isso, Célio espera que o cartel dos medicamentos e material hospitalar seja desmantelado para que o país possa ter medicamentos e instrumentos hospitalares em todas as unidades.

Célio Amido, com o ritmo da conversa, não mais queria parar. Com uma tentativa de evasiva, sobre a sua boca, pedi-lhe que experimentasse usar duas máscaras em simultâneo; já não se percebia bem o que dizia e, a passo largo, entrei no Centro, deixando-o a ‘lutar’ com as máscaras!

 

Foi onde encontrámos as utentes Isabel Silvério, Melina Banquinha e Júlia, com idades entre 22 e 30 anos, que, desde tenra idade, são utentes daquele Centro de Saúde. Umas vêm do mesmo bairro, a uma distância de 15 minutos de caminhada, e outras, como Júlia, vêm de Socimol, a uns trinta minutos de caminhada.

Todas, unânimes na sua abordagem, fizeram-nos perceber a evolução do Centro, do passado ao presente: “O Centro, na verdade, mudou muito, está muito diferente, está muito grande, com mais locais de atendimento, porque antes davam transferências por não haver espaços para atender certas doenças, mas agora há condições. Por exemplo, tem laboratório; não tinha pediatria. São aspectos recentes. Antes, o atendimento, na verdade, não era tão bom como agora.”

Foto: Estacio Valoi/Benedito Domingos Biui., técnico de Otorrinolaringologia

Em frente ao balcão, dentro de uma sala, encontrámos Benedito Domingos Biui., técnico de Otorrinolaringologia há quinze anos, numa Matola onde existem poucos especialistas na área. “Somos três técnicos na Matola.” Benedito, emocionado e contente pelas mudanças realizadas no Centro de Saúde, afirma que, antes, “o nosso hospital estava péssimo mesmo. A Dona Luana acabou por organizar o hospital; está agradável, está muito bonito. Em particular, o meu gabinete, nem se fala, está em excelente estado, dá gosto de trabalhar. Segundo o que podem observar, aqui eu não tinha lavatório e o parceiro acabou por fazer o lavatório; o gabinete estava muito degradado, o tecto tinha infiltrações, a parceira acabou por pintar. Está tudo impecável, está muito bonito, e os pacientes estão muito satisfeitos; quando entram aqui, geralmente, sentem-se à vontade.”

Foto: Estacio Valoi/Berta Júlio Descanso Turci, directora do Centro de Saúde da Machava II 

Berta Júlio Descanso Turci, médica dentista de formação, é a actual directora do Centro de Saúde da Machava II há dois anos e meio, tendo, após ser transferida de um outro hospital, tomado as rédeas do Centro.

Segundo a directora, à semelhança de outros entrevistados pelo Moz24, muita coisa mudou. E começa por dizer que: “Quando cá cheguei a esta unidade sanitária, na sua totalidade, estava a enfrentar problemas sérios de infiltração. Praticamente, vou dizer que havia infiltrações nos gabinetes. Actualmente, encontramo-nos no edifício administrativo, que compreende dois gabinetes de triagem, os recursos humanos e o gabinete da directora, além de uma sala de máquinas para trabalhos administrativos. Anteriormente, todo este edifício padecia de sérios problemas de infiltração de água; na época chuvosa, registava-se um alagamento completo das instalações, bem como nos gabinetes externos de estomatologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, psicologia e num gabinete específico de avaliação. Os desafios eram consideráveis.”

 

Mas a reabilitação e construção do Centro de Saúde não param por aqui: para acolher uma Machava que, segundo a directora, é um bairro muito vasto, e os pacientes não são apenas das redondezas, mas também de outros bairros, como o da Liberdade, de Ntenga e outros, até do distrito da Moamba, que implicam cerca de uma hora e meia de viagem de comboio para serem atendidos no referido Centro. Tanta gente para ser atendida no Centro, actualmente com duas médicas (uma delas é a directora clínica geral e a própria directora, que é médica dentista), doze técnicos, cinco enfermeiros e outro pessoal.

Apesar da demanda, segundo a directora, conseguem fazer face a esta exigência. “Conseguimos suprir a demanda. Não estamos apenas nós, dispomos do apoio do parceiro. É verdade que, nesta fase, houve uma diminuição drástica de pessoal, mas, mesmo assim, conseguimos adaptar-nos à nova realidade, e até ao momento não registamos queixas por parte dos utentes. E temos também a CCS. Então, para consultas, em casos de acompanhamento de pacientes graves, de tuberculose e, portanto, de doenças crónicas, dispomos de equipa suficiente. Não pretendo embelezar a realidade; em algum momento, registamos algum stress, algumas intercorrências no atendimento. Mas estou a falar no geral: os colegas estão comprometidos. Temos ambulâncias.”

 

Dificuldades enfrentadas neste exacto momento:

“Relativamente ao paciente, a dificuldade reside no material médico-cirúrgico. Neste momento, estamos a enfrentar esta dificuldade, não só nesta unidade sanitária. Mas, mesmo assim, com as condições que nós temos, conseguimos prestar assistência. Aqui está tudo bem: o paciente chega aqui, é feita a sua consulta e é encaminhado; tem a sua receita e a farmácia com a medicação ao seu dispor. Não há nenhum tipo de dificuldade para o paciente adquirir os medicamentos. É óbvio que, em alguns casos, temos pacientes sem recursos, mas esses também saem daqui com a medicação, pois, na receita, já especificamos que se trata de um paciente sem recursos e, assim, tem direito a levantar os medicamentos.”

“Histórico. Na altura, eu não me encontrava cá. Apercebi-me de que, como podem ver, o banco de socorro está organizado e pintado; dispomos de pediatria e de uma sala onde os pacientes com tuberculose são assistidos (PNCT). Trata-se de uma associação de italianos, e estamos a lidar directamente com a Senhora Luana, que conheci há pouco tempo. Pelo histórico, e pelas imagens que pude ver, ela reabilitou o banco de socorro, que antes dispunha de apenas um compartimento e foi ampliado; a pediatria e o PNCT também foram alvo de intervenção, tendo conseguido separar o atendimento para adultos do atendimento para crianças. Falaram-me da Luana, e eu já a conhecia, e creio que foi exactamente assim. Ela, com a generosidade que sempre a caracterizou, encarregou-se do telhado, da pintura interna e externa, do tratamento do pavimento (o chão foi envernizado) e está a finalizar a pintura externa, que praticamente já está a terminar.

Tínhamos alguns problemas com o acesso interno, mas também estão a ser resolvidos, e não nos podemos esquecer que temos utentes ou pacientes cadeirantes. É preciso ter um coração extremamente generoso, onde caibam todas as nossas preocupações. Resta-me agradecer ao grupo italiano, com o qual ainda tive a oportunidade de estar, e acredito que se fará uma entrega em Maio. Estamos a terminar alguns detalhes, não só, mas também a melhorar o aspecto estético, mas sabemos que, como profissionais, qualquer profissional deseja trabalhar em melhores condições. Antes, por exemplo, onde estávamos a fazer a triagem era um gabinete que era separado; portanto, eram dois profissionais a trabalharem no mesmo gabinete. E hoje foi possível, com a reabilitação, separarmos. Portanto, dispomos de um atendimento personalizado, e o paciente sente-se mais à vontade”, enfatizou a directora.

Foto Estcio Valoi/Luana Luciana Spitti e Raimundo Finiasse Mombe

“Irmãos sem Fronteiras,”Principal parceiro do Centro de Saúde.

Luana Luciana Spitti é a representante da organização italiana “Irmãos Sem Fronteiras” em Moçambique, composta por um grupo de amigos italianos: “Financiamos com amigos que estão na Itália. Há uma pessoa chamada Marco Zacra, ele ajuda-me a procurar dinheiro e eu venho aqui, vejo a necessidade. Claro, não posso exagerar, porque não somos uma grande ONG que fala de biliões, mas com pouco nós conseguimos fazer muito. Isto porque não estamos a fazer trabalhar grandes empresas estrangeiras, mas estamos a fazer trabalhar os artesãos ou trabalhadores locais, ou pedreiros, e todos os trabalhadores são locais. Assim, nós damos a possibilidade de eles trabalharem para o próprio povo também.”

Segundo Spitti , a ideia de trabalhar naquele Centro de Saúde partiu do encontro com crianças de rua que cruzavam o seu caminho e que precisavam de cuidados a nível sanitário; por sua vez, ela levava-as sempre para aquele Centro, onde “sempre fui muito bem acolhida; não me pediam para pagar pelos cuidados e davam-me guias para outros hospitais. Então, aí, constatei que, infelizmente, faltavam muitas coisas, mas encontrei muito profissionalismo. Faltava higiene neste sítio. Faltava aquilo que designamos por uma ‘casa bonita que dá vontade de ficar nela’.” Então, com esta motivação, Luana preferiu trabalhar e ajudar esta unidade, diz Spitti.

Mas, em Moçambique, a organização “Irmãos Sem Fronteiras”  vem levando a cabo outras actividades sociais nas províncias de Cabo Delgado (no distrito de Chiúre, como voluntários), em Nharrime-Inhambane (onde construíram um poço de água) e em Maputo (na Matola Rio), durante os 22 anos de presença em Moçambique. Relativamente ao Centro, Luana enfatiza que:

“Iniciámos a cuidar de crianças que foram raptadas para alguma actividade ilegal, e depois essas crianças cresceram. Então, desde 2015, com as crianças já crescidas, começámos a ver a possibilidade de ajudar uma unidade sanitária, isto porque, em Moçambique, como muita gente já sabe, começaram a entrar muitos estrangeiros que foram chamados para actividades de pesquisa de gás e de carvão, de pedras preciosas. Então, o que aconteceu, eu vi que muitos moçambicanos saíam da cidade e enchiam as províncias, as zonas fora da cidade que não dispunham de nada. Especialmente na área de saúde, enquanto na cidade nasciam muitas clínicas privadas, mas para os estrangeiros. Então, eu vi a possibilidade e a necessidade de ajudar este Centro que está fora da zona central e fora da cidade.”

Foto: Estacio Valoi

Luana conta que Machangane, ex-director deste hospital, desde 2015, quando começou a envolver-se com o Centro, deu-lhe muita força e disse: “‘Dou-te a chave do Centro.’ Conforme Luana relatou, Machangane, o então director, demonstrou a dificuldade em obter apoio financeiro. Luana propôs-se a intervir, ao que o director respondeu, com um sorriso, entregando-lhe a responsabilidade pela unidade. Deste modo, Luana deu início à construção de uma pediatria. Uma pediatria independente, muito bonita, e até eu, pessoalmente, fiz o design para que as crianças que iriam pernoitar no hospital compreendessem que o hospital também é um espaço bonito para elas. E depois fiz a estomatologia; depois parei, porque o dinheiro acabou. No ano seguinte, comecei outro trabalho. Fiz o PNCT, que agora é o Centro para Tuberculose, separado para crianças e adultos. Aí já não foi uma reabilitação, mas sim um aumento de infraestrutura. Aumentei a infraestrutura no PNCT e, um ano depois, aumentei o banco de socorro, que tem a possibilidade de funcionar 24 horas por dia e todos os dias do ano. É o único banco de socorro na área que funciona 24 horas por dia. Eu estou aqui porque o meu trabalho também é controlar os trabalhadores, trabalhar com eles, e muitas vezes estamos aqui ao sábado e domingo a trabalhar, e também à noite. Terminamos tarde.”

E lembra-se que era preciso separar, pois havia uma mesa para crianças com tuberculose, mas na mesma sala havia também outra mesa para atender outras doenças, desde idosos a crianças, o que “não era possível”.

Posteriormente, Luana retomou as actividades no Centro. “Infelizmente, quando acabei de fazer o banco de socorro, apanhei uma doença; fui operada três vezes ao coração. Mas quando voltei, não tinha muita vontade de continuar com esta obra, na verdade, por causa do cansaço da operação e tudo. Mas encontrei aqui uma directora que me deu muita força, pois vi na sua expressão a vontade de trabalhar sempre mais, e depois descobrimos que temos o mesmo carácter e a mesma finalidade.”

 

Mas o Centro tem também uma outra componente que, apesar de realizar actividades fora do estabelecimento, também olha pelos alimentos. Esta componente é regida por Raimundo Finiasse Mombe, técnico superior de Gestão e Educação Ambiental, há 10 anos no Centro de Saúde.

Mombe relata que nem tudo foi um mar de rosas, mas que hoje o Centro está melhor, e descreve: “Muitas batalhas, versões bem diferentes. Realmente, houve um período em que senti que havia pouca regulamentação em relação ao tratamento de doentes, que vinham para o hospital e encontravam pouco de tudo. Mas, nesses últimos dias, somos vítimas de muitas críticas, especialmente por falta de material médico-cirúrgico. Olhando para esses últimos dias, sinto uma ligeira diferença em termos físicos do nosso hospital. Estou a falar em termos do património em si. É visível para qualquer pessoa que passar pelo caminho ou entrar na unidade sanitária que se estão a registar mudanças.

Estão em curso obras positivas e visíveis. São sinais positivos que, creio, deveriam estender-se a outras unidades sanitárias, servindo de espelho para que uma unidade sanitária do Sistema Nacional de Saúde devesse ser assim.”

A questão dos medicamentos continua a ser constante. “Não há medicamentos, nem material médico-cirúrgico. Muitas das vezes, os doentes são orientados a comprar material fora da unidade sanitária, o que, creio, não nos dignifica como serviço humanitário. Espero que um dia se encontre uma saída viável naquilo que é a nossa vocação: realmente ajudar a população. Bom, eu acho que é uma situação generalizada. As reclamações de falta de material afectam todo o país, não é um caso exclusivo do Centro de Saúde da Machava II. É um caso generalizado, a nível de todo o país, há esta queixa, infelizmente”, desabafa Mombe.

Apesar dos desafios, a luta continua.

“São vários desafios, mas tudo indica que a tendência é lutar para melhorias. Se repetirmos dificuldades, não teremos um foco positivo. Nós, no ano transacto, estávamos a trabalhar no departamento em condições não muito boas, mas apareceu alguém de boa fé. Diz Mombe

E acrecenta. “Olhou atentamente para o nosso departamento e mudou muita coisa: mudou a pintura, e nós tínhamos problemas de infiltração. Já não temos problemas de infiltração, a própria pintura e a imagem, de uma forma geral. É um sector que recebe várias pessoas que vêm de fora. Então, em algum momento, ficávamos envergonhados em receber pessoas que vêm ter connosco, nas condições em que nos encontravam na altura; agora, mudou positivamente.

As pessoas que se aproximam do nosso sector vêm porque têm algum interesse. O interesse é, muitas das vezes, tratar de documentos que lhes dizem respeito: pareceres sanitários, quando precisam de uma vistoria a um estabelecimento comercial ou turístico. Então, eles solicitam documentos, e isto não é uma situação isolada. Tem a ver com a situação do país em geral: quando a economia do país não está favorável, há poucas solicitações. Quando a situação económica do país está favorável, há mais solicitações”, enfatizou Mombe. (Moz24h)

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