Politica

ANAMOLA apresenta queixa-crime à PGR sobre a morte dos seus membros na Zambézia

Por Quinton Nicuete

 

 

O Partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) formalizou, nesta terça-feira, uma participação criminal junto da Procuradoria-Geral da República (PGR), na qual relata a morte de um dos seus integrantes no distrito de Luabo, na província da Zambézia, em circunstâncias que o partido considera criminais.

De acordo com a formação política, já existem dados concretos que permitem identificar o presumível responsável pelo ocorrido, razão pela qual espera uma actuação célere e rigorosa do Ministério Público. A direcção do partido entende que há matéria suficiente para o desencadeamento de diligências investigativas que esclareçam o caso e conduzam à responsabilização dos envolvidos.

O secretário-geral do ANAMOLA, Messias Uarremo, afirma que a iniciativa visa igualmente chamar a atenção para o que descreve como um ambiente crescente de intimidação política contra membros do partido, sublinhando o aumento de casos de desaparecimentos e mortes envoltas em versões pouco claras.

No mesmo pronunciamento, o dirigente denunciou obstáculos enfrentados por partidos da oposição no apoio humanitário às populações afectadas pelas cheias, assegurando que o ANAMOLA também tem encontrado entraves no terreno. Para Uarremo, estas dificuldades resultam de orientações que não respondem aos interesses dos cidadãos e revelam fragilidades na capacidade do Estado em dar respostas eficazes às crises sociais.

O secretário-geral criticou ainda as prioridades do Governo, questionando a adopção de medidas restritivas no sector digital em contraste com a incapacidade de assegurar serviços essenciais em momentos de emergência, como o funcionamento regular das Linhas Aéreas de Moçambique para apoio às vítimas das cheias.

Apesar disso, o partido liderado por Venâncio Mondlane garante que continuará a prestar assistência às comunidades afectadas, assegurando que não se deixará desencorajar pelas limitações impostas por instituições estatais, incluindo o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD).

Segundo o ANAMOLA, os partidos da oposição têm desempenhado um papel relevante no apoio directo às famílias atingidas, ao contrário do que descreve como práticas irregulares por parte de estruturas ligadas à gestão da ajuda humanitária. O partido acusa o INGD de reter produtos nos armazéns e de permitir a sua posterior comercialização.

A organização política afirma ainda possuir indícios de desvios de bens de assistência nos centros de acolhimento do distrito de Boane, alegadamente realizados durante a noite, mesmo com a presença de agentes de segurança. Messias Uarremo refere que, durante visitas aos locais, ouviu relatos directos das famílias acolhidas e alertou os gestores dos centros para cessarem tais práticas.

“O pouco apoio que chega às vítimas resulta do esforço de parceiros, empresários, da diáspora e da sociedade civil. Retirar esses bens é agravar ainda mais o sofrimento de quem já perdeu quase tudo”, declarou, defendendo uma investigação rigorosa sobre a gestão da ajuda humanitária. Moz24h

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